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Patrick Drahi consegue vitória após ficar perto da derrota

Consórcio Bouygues, Iliad-Free e Orange eleva oferta por SFR a vinte bilhões de euros, aproximando o fechamento da venda, sujeito a aprovação regulatória

Tienda de la operadora de telefonía SFR en París.
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  • Um consórcio formado por Bouygues, Iliad-Free e Orange apresentou uma oferta de € 20,0 bilhões pela SFR, elevando a proposta anterior de € 17,0 bilhões.
  • As negociações entram em modo exclusivo, com a SFR confirmando que as conversas estão em andamento e Patrick Drahi mantendo o controle da Altice France.
  • A avaliação inicial aponta o ativo valendo perto de sete vezes o EBITDA previsto para 2025, acima da oferta anterior, mas ainda abaixo de operações europeias recentes.
  • A reestruturação de dívida deixou aproximadamente € 15,0 bilhões de dívida líquida; estima-se valor residual de capital para Altice France em cerca de € 5,1 bilhões, dos quais Drahi poderia ficar com cerca de € 2,8 bilhões.
  • Reguladores de concorrência devem analisar a operação, com o caso testando a viabilidade de fusões entre quatro e três operadoras na Europa.

O consórcio formado por Bouygues, Iliad-Free e Orange apresentou uma proposta de 20 bilhões de euros pela SFR, após rejeição anterior de 17 bilhões. As negociações são tratativas exclusivas, com a empresa alvo confirmando o andamento do processo. O acordo depende de aprovações regulatórias, mas sinaliza um provável final do longo processo de venda.

A operação coloca Patrick Drahi, proprietário de controle da Altice France e da SFR, na posição de principal beneficiário. A nova oferta avalia o ativo em torno de sete vezes o EBITDA previsto para 2025, uma melhoria em relação à proposta inicial, ainda abaixo de múltiplos de 8 a 12x observados em transações europeias recentes.

Histórico da operação: a dívida foi reestruturada em 2025, com credores ficando com 45% do capital, enquanto Drahi manteve a gestão. A avaliação atual sugere que a venda pode gerar valor residual para Altice France, mesmo considerando os passivos complexos da empresa. Calcula-se que a participação de Drahi possa ficar em torno de 2,8 bilhões de euros, sujeito a ajustes de ativos menores.

As autoridades de competição deverão verificar a concordância com a venda, incluindo a necessidade de revisão independente para qualquer aquisição de parte da SFR. A autorização regulatória europeia é o principal obstáculo a ser enfrentado, diante da pressão setorial por fusões entre operadoras.

Drahi ainda enfrenta desafios com Altice International e Altice USA, o que complica a avaliação de ganhos totais com a transação. A notícia indica que o setor vem amadurecendo, com negociações que podem encerrar um longo ciclo de disputas entre credores, acionistas e reguladores.

Fontes indicam que a disputa envolve ajustes de dívida, valor de mercado e participação acionária, sem conclusão anunciada no momento. Acompanhar as etapas de due diligence e as sinalizações de aprovação regulatória será crucial para entender o desfecho da operação.

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