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Estudo aponta avanço na regeneração de partes do corpo humano

Estudo revela que oxigênio regula HIF1A, abrindo caminho para potencial desbloqueio da regeneração de tecidos em mamíferos sob condições controladas

Pessoa sendo enfaixada — Foto: RDNE Stock project via Pexels
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  • Estudo publicado na revista Science pelo Instituto Max Planck compara como anfíbios e mamíferos regeneram partes do corpo, destacando o papel do oxigênio e da proteína HIF1A.
  • Em níveis baixos de oxigênio, a HIF1A se estabiliza e inicia a cicatrização; em oxigênio atmosférico normal, a proteína é desestabilizada, encerrando a resposta regenerativa.
  • Girinos de rã mantêm atividade estável de HIF1A e ficam em estado regenerativo mesmo com oxigênio alto, enquanto em mamíferos o oxigênio interfere mais na proteína.
  • Em embriões de camundongo expostos a baixos níveis de oxigênio, feridas cicatrizam rapidamente e há sinais iniciais de reconstrução de membros, sugerindo potencial regenerativo oculto em mamíferos sob condições adequadas.
  • Pesquisadores dizem que manipular a percepção de oxigênio pode ampliar a capacidade regenerativa de mamíferos, embora o estudo não afirme que humanos possam regenerar membros algum dia.

A pesquisa, realizada pelo Instituto Max Planck, aponta que a regeneração de partes do corpo pode estar ligada à interação entre oxigênio e a proteína HIF1A. O estudo avalia como anfíbios recuperam membros e como mamíferos reagem a diferentes níveis de oxigênio.

Ao comparar anfíbios e mamíferos, os cientistas observaram que baixos índices de oxigênio mantêm a HIF1A estável, abrindo a janela para a cicatrização. Em ambientes com oxigênio normal, a proteína se desestabiliza, interrompendo a resposta regenerativa.

O trabalho, publicado na Science, indica que mamíferos teriam um “potencial regenerativo oculto”. Em embriões de camundongo, condições de oxigênio reduzido promoveram cicatrização rápida e sinais iniciais de reconstrução de membros.

Em girinos de rã, a HIF1A permanece estável mesmo com oxigênio elevado, mantendo o estado regenerativo. Já nos mamíferos, o oxigênio interfere mais fortemente no comportamento da proteína, dificultando a regeneração.

Os autores destacam que manipular a percepção de oxigênio poderia ampliar a capacidade regenerativa de mamíferos. A pesquisa também mostra que nem todos os tecidos respondem da mesma forma, dependendo do contexto ambiental.

Salamandras e girinos já demonstram reconstrução de membros inteiros após amputação. O estudo alerta que não se deve esperar regeneração completa humana, mas aponta caminhos promissores para tecidos do corpo.

Segundo Can Aztekin, líder do estudo, os resultados indicam que programas regenerativos podem ser ativados em tecidos de mamíferos. O caminho traçado é testável para promover regeneração de membros em adultos.

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