- Finlândia cava três cavernas a 100 metros de profundidade em Vantaa para armazenar 1,1 milhão de m³ de água a 140 °C, funcionando como uma bateria térmica sazonal para aquecer cidades no inverno.
- O projeto Varanto utiliza cavernas (CTES) dentro da rocha para armazenar calor excedente do verão, substituindo tanques metálicos tradicionais.
- Cada caverno tem cerca de 300 metros de comprimento, 20 metros de largura e 40 metros de altura, com piso a 100 metros abaixo da rua, totalizando 1,1 milhão de m³.
- O calor vem de caldeiras elétricas, calor residual industrial, calor geotérmico e recuperação de calor de resíduos urbanos; a descarga na rede chega a 200 MW.
- A obra envolve YIT Infra e AFRY, gera cerca de 800 empregos e está prevista para terminar em 2030, com operação do Varanto iniciando após a conclusão.
A Finlândia avança com o projeto Varanto, em Vantaa, para armazenar água superaquecida a 140 °C em cavernas a 100 metros de profundidade. A ideia é funcionar como uma bateria térmica sazonal que aproveita o calor excedente do verão para aquecer cidades no inverno. O sistema utiliza cavernas na rocha para manter o calor sem combustíveis fósseis.
O funcionamento combina pressurização e pressão hidrostática para elevar o ponto de ebulição da água, mantendo o líquido estável em 140 °C. A iniciativa utiliza cavernas em vez de tanques metálicos, visando custo, capacidade e durabilidade a longo prazo. O projeto está sendo erguido no leito rochoso de Kuusikonmäki, em Vantaa.
Dimensões e arquitetura
Cada uma das três cavernas tem 300 metros de comprimento, 20 metros de vão livre e 40 metros de altura, com o piso a 100 metros abaixo da rua. Juntas, conseguem armazenar 1,1 milhão de metros cúbicos de água. O volume é comparável ao espaço interno do Estádio Olímpico de Helsinque.
Fontes de calor e capacidade
Segundo a Vantaa Energy, o Varanto terá fontes diversas de calor: caldeiras elétricas de 60 MW cada, alimentadas por excedentes de energia solar e eólica; calor residual de fábricas locais; calor geotérmico e recuperação de calor de resíduos sólidos urbanos. A capacidade de injeção na rede, no inverno, é de 200 MW.
Cronograma e impactos
A operação poderá começar após a conclusão das obras, prevista para 2030, após licitação, escavação e transporte de rochas pela YIT Infra. A construção deve gerar cerca de 800 empregos diretos e indiretos e reforçar a independência energética da região durante o inverno. A gestão e o licenciamento ficam a cargo da AFRY.
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