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Fóssil oculto em museu revela nova ave do terror brasileira

Fóssil guardado na PUC Minas revela a Eschatornis aterradora, nova ave do terror brasileira que viveu há 25 mil anos no Brasil

Fóssil que permitiu descoberta integra uma das coleções do Museu de Ciências Naturais PUC Minas desde a década de 1980 - (crédito: Marcos Figueiredo/Ibram)
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  • Um tibiotarso fossilizado da perna esquerda, da coleção da PUC Minas, foi reclassificado como pertencente à espécie Eschatornis aterradora, uma ave do terror.
  • A peça foi encontrada na década de oitenta na Toca dos Ossos, caverna em Ourolândia, Bahia, durante expedições lideradas pelo professor Castor Cartelle.
  • A análise mais recente, com datação por carbono-14 e estudo isotópico, envolveu UFBA, pesquisador da Argentina e equipe da PUC Minas, indicando que a ave viveu há cerca de vinte e cinco mil anos.
  • A Eschatornis aterradora é a menor ave do terror brasileira e uma das menores já catalogadas, pesando até seis quilos e sem capacidade de voar.
  • O estudo foi publicado no periódico Papers in Palaeontology em março; o artefato permanece disponível para estudo, não estando em exposição.

Um tibiotarso fossilizado encontrado na coleção do Museu de Ciências Naturais da PUC Minas revelou uma nova espécie de ave do terror brasileira. A peça, guardada por décadas, foi reanalisada e agora classificada como Eschatornis aterradora, que viveu há cerca de 25 mil anos.

O fóssil pertencia originalmente a uma peça catalogada como de urubu, mas, com datação por carbono-14 e estudo isotópico, os pesquisadores identificaram uma espécie rara da família Phorusrhacidae. A ave era predadora e terrestre, com altura que poderia chegar a três metros em algumas espécies, embora esta tenha tamanho menor.

A peça foi descoberta na Toca dos Ossos, caverna no município baiano de Ourolândia, hoje parte de uma reserva ambiental. A coleta ocorreu na década de 1980, durante expedições lideradas pelo falecido professor Castor Cartelle, fundador do museu.

Colaborações e publicação

A pesquisa envolveu o laboratório de paleontologia da UFBA, um pesquisador da Argentina e professores da PUC Minas. A análise uniu quatro gerações de pesquisadores, integrando conhecimento de diferentes instituições. O estudo resultsou em artigo publicado no Papers in Palaeontology no fim de março.

Importância para as coleções

Segundo o professor Rodrigo Parisi Dutra, curador do museu, a descoberta evidencia a relevância das coleções científicas para avanços na paleontologia. O acervo da instituição inclui diversas áreas, com destaque para a paleontologia, que ajuda a fundamentar novas interpretações.

Sobre a espécie

A Eschatornis aterradora é a menor ave do terror já identificada no Brasil, com peso estimado em cerca de seis quilos. Seu porte facilita comparações com a seriema, parente vivo mais próximo. A espécie possivelmente caçava animais menores na savana arbórea da região Nordeste do Brasil.

Situação atual do fóssil

O tibiotarso não está exposto no museu. Por seu tamanho e impacto científico, permanece disponível para estudo por paleontólogos e pela comunidade acadêmica. A descoberta reforça a importância das coleções para a ciência e para novas descobertas.

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