Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Pesquisador da Embrapa deixa legado para o amanhã

Pesquisa da Embrapa Hortaliças ressignifica plantas alimentícias não convencionais, conectando campo, cidade e saúde para o futuro da alimentação

17/04/2026 Ed Alves CB/DA Press. CB Debate. Cidades. Caderno Aniversario de Brasilia 66 Anos. Hortaliças Pancs. Na foto, Nuno.
0:00
Carregando...
0:00
  • O pesquisador Nuno Rodrigo Madeira, de 54 anos, atuante na Embrapa Hortaliças em Brasília, trabalha com plantas alimentícias não convencionais (PANC) para o futuro da alimentação.
  • Em 2006, tornou-se curador de germoplasma de hortaliças não convencionais, defendendo que a conservação se dá pelo uso, incluindo cultivo e promoção do consumo.
  • O trabalho dialoga com agroecologia, agricultura urbana, paisagismo produtivo, nutrição, ciências da saúde e culinária, dando protagonismo a espécies como Araruta, Ora-pro-nóbis, Taioba, entre outras.
  • Brasília é vista como ambiente propício para conectar produtores, consumidores e expressões culturais ligadas à alimentação, ampliando o alcance para além do público técnico.
  • Em 2008, participou de mesa sobre alimentos tradicionais no Slow Food Brasil; o episódio reforçou a importância de apoio científico e de manter o vínculo entre tradição e inovação na alimentação.

Nuno Rodrigo Madeira, pesquisador da Embrapa Hortaliças, em Brasília desde 2002, atua para ressignificar a alimentação por meio de plantas alimentícias não convencionais (PANC). O foco é ampliar o diálogo entre campo e cidade.

A trajetória ganhou impulso em 2006, quando passou a curar uma coleção de germoplasma de hortaliças não convencionais. A preservação, porém, não ficou apenas no armazenamento, e o uso tornou-se parte central do trabalho.

Para Madeira, a conservação efetiva envolve cultivo e promoção do consumo dessas espécies. O projeto dialoga com agroecologia, nutrição, saúde e gastronomia, rompendo fronteiras da agronomia tradicional.

Espécies antes consideradas secundárias, como Araruta, Taioba e Ora-pro-nóbis, passam a ocupar lugar de destaque. A urbanização e a globalização, segundo ele, contribuíram para a perda de referências alimentares locais.

Brasília figura como elemento estruturante da história. A cidade facilita a conectividade entre produtores, consumidores e manifestações culturais ligadas à alimentação, fortalecendo o diálogo entre campo e cidade.

A atuação ganhou amplitude ao longo dos anos, indo além de públicos técnicos. Madeira ressalta a importância de levar o conhecimento a cidadãos comuns, mantendo rigor científico e acessibilidade.

Em 2008, participou de uma mesa-redonda sobre alimentos tradicionais em evento de Slow Food no Brasil. O encontro, que reuniu mais de 600 pessoas, reforçou a percepção de uma mudança institucional necessária.

Entre chefs de Brasília, Pirenópolis e Tiradentes, a discussão trouxe reconhecimento sobre a escassez de apoio científico a essas plantas e sinalizou uma postura mais aberta da comunidade acadêmica.

A experiência consolidou a ideia de que inovar não é apenas criar algo novo, mas recuperar saberes do passado para o futuro. Madeira resume o objetivo como sensibilizar cada geração para as origens dos alimentos.

O legado que busca ampliar não se restringe ao âmbito institucional. Mesmo aposentado, ele continua plantando um quintal produtivo, mantendo viva a conexão entre tradição e inovação.

Em tempos de mudanças climáticas e desafios alimentares, a trajetória de Madeira aponta para uma estratégia única: usar inovação e memória alimentar como parte de um caminho comum para o futuro da alimentação.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais