- Arqueólogos identificaram que os maias usavam pedras preciosas, como a jadeíta, para preencher dentes, inclusive um molar com a pedra verde incrustada.
- A evidência foi obtida por tomografia computadorizada de feixe cônico, que mostrou calcificações na câmara pulpar, sugerindo que o procedimento ocorreu em vida.
- A principal hipótese é de que o procedimento visava tratar cáries, perfurando o dente para remover tecido afetado e selando com a pedra e um cimento com possíveis propriedades antibacterianas e anti-inflamatórias.
- A prática pode ter relação com a dieta rica em milho dos maias, que favorecia cáries e infecções dentárias, mas há uma hipótese cautelosa de que tenha tido função puramente estética ou cultural.
- Este é o primeiro registro conhecido de incrustação desse tipo entre os maias.
Arqueólogos identificaram que os maias utilizavam pedras preciosas, como a jadeíta, para preencher dentes. O achado sugere que a prática não era apenas estética e ocorreu em vida, segundo o estudo. A peça encontrada está no acervo do Museu Popol Vuh, na Guatemala.
A pesquisa, publicada no Journal of Archaeological Science: Reports, descreve um molar com a pedra verde incrustada. A conclusão veio de tomografia de feixe cônico que revelou calcificações na câmara pulpar, indicando procedimento vivo.
A hipótese dominante aponta tratamento dental: a perfuração teria removido tecido afetado por cárie e sido selada com a pedra e um cimento com possíveis propriedades antibacterianas e anti-inflamatórias.
Outra leitura considera função estética ou cultural, sem função médica clara. Até então, alterações dentárias maias conhecidas concentravam-se nos dentes da frente, associadas a status ou identidade social.
Este registro marca a primeira incrustação desse tipo entre os maias, ampliando a compreensão sobre práticas dentárias na região. A pesquisa reforça a necessidade de mais estudos para entender contextos culturais e medicinais.
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