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Problema no fígado pode acelerar desgaste das articulações, aponta estudo

Doenças hepáticas metabólicas elevam risco de osteoartrite, especialmente no joelho; obesidade e álcool ampliam o perigo

Fígado gorduroso pode aumentar risco de osteoartrite. (Foto: Fala Ciência via Gemini)
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  • Estudo de grande escala, com dados de mais de 350 mil participantes do Biobanco do Reino Unido, encontrou associação entre doenças hepáticas metabólicas e maior risco de osteoartrite.
  • DHGMA (doença hepática gordurosa associada à disfunção metabólica) ocorreu em 37,6% dos participantes; DHEMAM (doença hepática esteatótica associada à disfunção metabólica) em 29,2%.
  • DHGMA aumentou o risco geral de osteoartrite (HR) para 1,72; subtipos com sobrepeso elevaram o risco para 1,75, com maior impacto na osteoartrite do joelho.
  • Obesidade e consumo de álcool também aumentaram o risco, com HR de 1,57 para a doença hepática associada ao álcool e obesidade, sendo maior a ingestão de álcool.
  • Os resultados destacam o papel do metabolismo e do fígado na saúde das articulações, reforçando a importância de controle de peso, redução do álcool e monitoramento de doenças metabólicas.

A relação entre o fígado e as articulações ganhou evidência em um estudo de grande escala. Pesquisadores analisaram dados de mais de 350 mil participantes do Biobank do Reino Unido, com publicação na ZLXBX Za em fevereiro de 2026. O trabalho, liderado por ZS Liang, aponta associação entre doenças hepáticas metabólicas e o risco de osteoartrite. O estudo utilizou análises robustas para sustentar a ligação entre metabolismo, fígado e articulações.

Entre as doenças avaliadas estão a DHGMA e a DHEMAM, relacionadas ao acúmulo de gordura no fígado e alterações metabólicas. No conjunto, 37,6% dos participantes tinham DHGMA e 29,2% apresentavam DHEMAM. Os autores destacam que esses quadros não afetam apenas o fígado, mas podem envolver processos inflamatórios que impactam o corpo como um todo.

Principais achados

O estudo mostrou aumento do risco de osteoartrite em indivíduos com doença hepática metabólica. A DHGMA elevou o risco geral (HR 1,72) e o grupo com sobrepeso e disfunção metabólica registrou HR 1,75. A osteoartrite do joelho foi a mais afetada, seguida por quadril e mãos.

Subtipos metabólicos magros não apresentaram associação significativa com osteoartrite, reforçando o papel do perfil metabólico na relação. A pesquisa também apontou que obesidade e consumo de álcool atuam como aceleradores do risco, com o risco aumentado a depender da quantidade de álcool ingerida.

Fatores modificáveis e implicações

Obesidade e uso de álcool, segundo o estudo, aumentam a chance de osteoartrite em pessoas com doença hepática metabólica, especialmente nos joelhos. A associação sugere que o conjunto de hábitos e metabolismo molda a saúde articular, além do estado hepático.

Os autores ressaltam que o corpo funciona como um sistema integrado: alterações no fígado podem refletir em tecidos como as articulações. Em termos preventivos, destacam-se controle de peso, redução do álcool e monitoramento de doenças metabólicas.

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