- A sonda JUICE confirmou a existência de oceano de água líquida sob a crosta de gelo de Europa, uma das luas de Júpiter, com dados coletados em 2026.
- A crosta de gelo tem cerca de 15 quilômetros de espessura, protegendo um reservatório de água salgada estável por efeito das marés.
- Variações magnéticas indicam que o volume de água seria maior que o de todos os oceanos terrestres somados.
- Plumas de vapor expelidas pela crosta permitem coletar amostras sem perfuração profunda, facilitando a análise de compostos químicos.
- Entre os componentes identificados nas emissões estão água salgada, orgânicos de cadeia longa, dióxido de carbono, sais, nitrogênio molecular e silicatos.
A sonda JUICE confirmou, em dados de 2026, a presença de um oceano de água líquida sob a crosta de gelo de Europa, lua de Júpiter. Antigas hipóteses ganham peso com evidências de plumas de vapor que emergem da superfície. A descoberta amplia o foco na busca por vida.
Levantamentos geofísicos indicam uma crosta de gelo com cerca de 15 quilômetros de espessura. Abaixo está um reservatório global de água salgada, aquecido pelas marés atribuídas à gravidade de Júpiter. Variações magnéticas sustentam a visão de volume oceânico superior aos oceanos da Terra.
A detecção de plumas de vapor permite amostras sem perfuração profunda. Material oceânico interno seria transportado para o espaço, facilitando análises via espectrometria de massa pela sonda orbital.
Evidências do oceano
As medições de radar e gravidade apontam para um oceano estável sob o gelo, com espessura de 100 km de profundidade estimada para o reservatório. O fluxo de calor de maré impulsiona o aquecimento do interior, mantendo a água em estado líquido por bilhões de anos.
A presença de terrenos de caos sugere áreas de renovação geológica, onde o calor interno sobe à superfície, abrindo vias para as plumas de água. Tais regiões são cruciais para a observação direta das emissões gasosas.
Plumas e tecnologia
As plumas contêm água salgada, compostos orgânicos de cadeia longa, CO2, sais e silicatos, além de traços de nitrogênio e vapor derivado do núcleo rochoso. Esses componentes ajudam a mapear o ambiente interno sem pouso direto.
A missão utiliza radar de penetração no gelo e altímetro a laser, com instrumentos da ESA e da NASA. Dados coletados durante a aproximação da sonda em 2026 permitem estimativas de espessura da crosta, profundidade oceânica e dinâmica de marés.
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