- Truque de prender pregadores nas sobrancelhas para aliviar enxaqueca viralizou nas redes, mas não há evidências científicas de eficácia.
- Sociedade Brasileira de Cefaleia divulgou nota dizendo que não há comprovação de efeito e orienta buscar acompanhamento médico.
- Neurologista Tiago de Paula explica que a enxaqueca é distúrbio neurológico grave, não apenas dor de cabeça, e que muitos buscam soluções pontuais.
- A explicação do suposto alívio envolve uma “competição de estímulos”: a pressão no rosto distrai a atenção do cérebro da dor, gerando alívio momentâneo.
- Tratamento adequado depende de acompanhamento médico e mudanças no estilo de vida; alguns gatilhos alimentares incluem cafeína, chocolate, canela, gengibre, açafrão, queijos curados, álcool, molho shoyu e embutidos.
Um truque inusitado para aliviar a enxaqueca ganhou as redes sociais: pessoas prendem pregadores de roupa às sobrancelhas na tentativa de reduzir a dor. A prática viralizou nas últimas semanas, provocando reação de especialistas e dúvidas sobre a eficácia.
A Sociedade Brasileira de Cefaleia emitiu uma nota afirmando que não há evidências científicas de que o uso de pregadores tenha efeito no tratamento da enxaqueca. A entidade também reforçou a importância de orientação médica e advertiu sobre os riscos de soluções não comprovadas.
Segundo o neurologista Tiago de Paula, do Headache Center Brasil, a enxaqueca é um distúrbio neurológico complexo, que envolve mais do que uma simples dor de cabeça. “A crise é intensa, o paciente busca qualquer alternativa para aliviar o sofrimento”, diz o especialista.
Ainda assim, ele aponta que a popularização do método decorre de uma compreensão equivocada da doença, que muitas vezes é tratada de forma pontual sem foco na prevenção. A sensação de alívio ao usar o pregador pode ocorrer por meio de competição de estímulos, em que a pressão disputa a atenção do cérebro com a dor.
Tratamento recomendado
Especialistas ressaltam que o manejo adequado da enxaqueca envolve acompanhamento médico e mudanças no estilo de vida. A alimentação é um ponto de atenção, com alguns itens associados ao agravamento das crises, como bebidas com cafeína (guaraná, café e energéticos), chocolate e certos condimentos, como canela, gengibre e açafrão.
Entre os gatilhos listados estão também queijos curados, álcool, molho shoyu e embutidos. Pacientes com a condição podem apresentar melhora significativa na qualidade de vida com tratamento adequado, ao contrário de soluções momentâneas que circulam nas redes.
Observações finais
O tema segue em pauta entre profissionais de saúde e usuários das redes, que buscam informações confiáveis sobre manejo da enxaqueca. A orientação médica permanece como base para o tratamento eficaz, com foco em prevenção e personalização do cuidado.
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