- A agrivoltaica utiliza painéis solares sobre lavouras para gerar energia e, ao mesmo tempo, proteger e favorecer a produção de alimentos, já em testes internacionais e com interesse no Brasil.
- Os painéis criam sombra parcial, reduzem a temperatura do solo e a evaporação, o que pode elevar rendimentos de culturas como alface, batata, espinafre e tomate entre 5% e 20%, dependendo da região e do desenho do projeto.
- Entre os benefícios estão menor consumo de água, proteção contra granizo e calor excessivo, além da possibilidade de integrar sistemas de irrigação por gotejamento e sensores climáticos.
- Exemplos mundo afora vão desde vinhedos na França e culturas diversas na Alemanha e nos Estados Unidos até arrozais e campos de chá no Japão, com resultados variando localmente, mas mostrando maior eficiência geral do uso do solo.
- Desafios atuais incluem alto custo inicial, necessidade de projetos específicos por cultura, exigências regulatórias e necessidade de capacitação técnica, ainda que a prática seja vista como forma de ampliar segurança alimentar e energética.
A agrivoltaica surge como uma opção para gerar energia elétrica e alimentos no mesmo espaço. Painéis solares são instalados acima de lavouras, permitindo que culturas, produtores e o sistema elétrico se beneficiem de forma conjunta. O Brasil acompanha o tema com interesse crescente.
Com a prática, parte da radiação é filtrada pelos painéis, o que cria sombra parcial. Isso reduz a evaporação da água e ajuda a manter o solo mais estável. Em alguns casos, há aumento de rendimento em culturas que toleram sombra.
Pesquisadores explicam que o arranjo pode ampliar a eficiência do uso do solo, combinando produção agrícola e geração de energia. Em estudos europeus e norte-americanos, algumas culturas apresentam ganhos entre 5% e 20% sob estruturas solares.
A solução também atua como proteção contra eventos climáticos extremos. Granizo, chuva intensa e ondas de calor são atenuados pela sombra e pelo amortecimento da estrutura. Irrigação pode ser integrada com sensores automatizados.
Experiências ao redor do mundo mostram resultados variados conforme a região e o desenho do sistema. Na França, vinhedos usuam painéis ajustáveis para manter a qualidade das uvas em verões quentes. Já na Alemanha e nos EUA, a produção total tende a superar a de áreas dedicadas apenas à agricultura ou apenas à energia.
Como funciona na prática
- Escolha de culturas tolerantes à sombra, como folhas verdes.
- Altura e espaçamento dos painéis para permitir circulação de máquinas.
- Direção das fileiras para equilibrar luz e geração de energia.
- Monitoramento de solo, água e produtividade para ajustes contínuos.
Experiências no Japão já associam arrozais e campos de chá à agrivoltaica, buscando segurança energética aliada ao abastecimento local. Em muitos lugares, cooperativas e universidades trabalham juntas para dividir custos e manutenção.
Desafios e perspectivas
O custo inicial elevado é o principal obstáculo. Cada cultura demanda projeto específico, o que aumenta a complexidade técnica. Regulações variam entre países, exigindo planejamento cuidadoso.
Capacitar equipes para manter painéis sem atrapalhar a agricultura também é desafio. Projetos comuns combinam estruturas com sistemas de irrigação por gotejamento e sensores climáticos.
Mesmo com entraves, a agrivoltaica é vista como estratégia para reduzir pressão por novas terras agrícolas e emissões de energia. Experiências na Europa, Ásia e América do Norte indicam evolução com adaptação local e seleção de culturas.
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