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Anvisa aprova uso de Mounjaro em tratamento de crianças e adolescentes

Anvisa aprova Mounjaro para diabetes tipo 2 em crianças e adolescentes de 10 a 17 anos, primeira opção GIP/GLP-1 no Brasil, com remissão glicêmica de até quatro entre cinco pacientes

Mounjaro se tornou alternativa para tratamento contra a diabetes tipo 2 em crianças
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  • A Anvisa aprovou o uso de Mounjaro (tirzepatida) para diabetes tipo 2 em crianças e adolescentes de 10 a 17 anos no Brasil.
  • O medicamento é o primeiro agonista duplo dos receptores GIP/GLP-1 aprovado para essa faixa etária no país, desenvolvido pela Eli Lilly, aprovado em 22 de uma quarta-feira.
  • A decisão foi baseada em resultados de fase 3 do estudo SURPASS-PEDS, que indicaram remissão glicêmica de até quatro em cinco pacientes.
  • Também houve redução superior a dois pontos percentuais na hemoglobina glicada e queda de até 12% no índice de massa corporal.
  • No Brasil, estima-se que cerca de 213 mil adolescentes vivem com diabetes tipo 2, o que pode favorecer o controle da doença com a nova opção terapêutica.

A Anvisa aprovou o uso de Mounjaro (tirzepatida) para o tratamento do diabetes tipo 2 em crianças e adolescentes de 10 a 17 anos no Brasil. A decisão foi anunciada na quarta-feira, 22, e envolve o medicamento da Eli Lilly.

A aprovação ocorreu com base nos resultados do estudo internacional SURPASS-PEDS, fase 3, que indicou remissão glicêmica em até 4 de cada 5 pacientes. Também houve redução de mais de 2 pontos percentuais na hemoglobina glicada.

A pesquisa mostrou queda de até 12% no IMC entre os participantes. No Brasil, estima-se que cerca de 213 mil adolescentes vivem com diabetes tipo 2, o que posiciona o país entre os com maior parcela pediátrica afetada.

Dados do estudo e impacto

O anúncio ressalta que Mounjaro pode oferecer controle glicêmico mais estável em jovens, com perfil de segurança já bem estabelecido. A empresa destacou o potencial de melhoria no manejo da doença nessa faixa etária.

Segundo o diretor médico sênior da Lilly, a aprovação representa um avanço científico com impacto social. Ele afirma que a opção terapêutica atende a uma necessidade de controle glicêmico mais eficaz entre crianças e adolescentes.

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