- O câncer de mama é a principal causa de morte por câncer em mulheres no Brasil, com mais de 20 mil óbitos em 2023, e a incidência aumentou 43% entre 1990 e 2023.
- A mortalidade pela doença manteve-se estável, com variação de 2,6%.
- O Inca projeta 78,6 mil novos casos por ano no triênio de 2026 a 2028, alta de 6,2% em relação ao período anterior.
- A cirurgia é indicada na maioria dos casos, podendo ser conservadora ou mastectomia, dependendo do tamanho, tipo e estágio do tumor.
- Em tumores mais agressivos ou maiores, o tratamento começa com quimioterapia ou imunoterapia para reduzir o tumor, seguido da cirurgia (tratamento neoadjuvante), com avaliação multiprofissional para definir a melhor estratégia.
A cirurgia tem sido parte central do manejo do câncer de mama, o tipo mais comum entre as mulheres no Brasil, excluindo câncer de pele não melanoma. Entre 1990 e 2023, a incidência aumentou 43%, enquanto a mortalidade permaneceu estável em cerca de 2,6%. Um estudo da Lancet Oncology com dados de 204 países confirma esse cenário.
O texto destaca que, apesar dos avanços, o câncer de mama continua sendo a principal causa de morte por câncer entre mulheres no país, com mais de 20 mil óbitos em 2023. A estimativa do INCA para 2026-2028 aponta 78,6 mil novos casos anuais, aumento de 6,2% frente ao triênio anterior. Casos em mulheres abaixo de 40 cresceram.
A idade, o tamanho do tumor e o estágio de desenvolvimento influenciam a decisão terapêutica. O diagnóstico orienta uma avaliação individualizada para definir o que é mais adequado em cada caso, incluindo a estratégia cirúrgica.
Quando a cirurgia é indicada
Para tumores pequenos e menos agressivos, a cirurgia pode ser o primeiro passo, com retirada do tumor e avaliação do linfonodo axilar. Em alguns casos, a remoção de toda a mama pode ser necessária.
Quando o tumor está em estágio inicial, a cirurgia conservadora busca preservar o máximo de volume da mama. A confirmação do comprometimento dos linfonodos orienta o tratamento.
Casos mais avançados ou com doença extensa podem exigir mastectomia. Nesses cenários, a cirurgia vem depois de avaliação prévia do quadro pelo médico.
Reduzir primeiro, operar depois
Em tumores mais agressivos, como trípico negativo ou HER2, a abordagem costuma começar com quimioterapia ou imunoterapia para reduzir o tamanho do tumor. O objetivo é aumentar as chances de remoção completa na cirurgia.
O tratamento neoadjuvante, nesse contexto, permite observar a resposta do tumor ao tratamento sistêmico. A decisão sobre o conjunto terapêutico deve ocorrer por meio de reunião entre oncologistas clínicos, cirurgiões e radioterapeutas.
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