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Concentração de cocaína em rios pode alterar comportamento de salmões

Vestígios de cocaína em rios pode alterar o comportamento de salmões, aumentando dispersão e tempo no ambiente aquático, com consequências ainda incertas

Estudo foi feito com o salmão juvenil do Atlântico
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  • Vestígios de cocaína em rios e lagos podem se acumular no cérebro de salmões e alterar o comportamento, conforme estudo da Universidade Sueca de Ciências Agrícolas.
  • O experimento avaliou salmão do Atlântico juvenil exposto à cocaína e ao metabólito da droga (benzoilecgonina), usando um grupo de controle sem droga.
  • No Lago Vättern, os peixes expostos apresentaram maior atividade e dispersão, sugerindo possíveis mudanças em onde comem e como enfrentam predadores.
  • Os salmões expostos à cocaína nadaram cinco quilômetros a mais que os do grupo de controle; aqueles expostos ao metabólito percorreram quase quatorze quilômetros a mais.
  • O metabólito mostrou efeito mais profundo, levando os pesquisadores a dizer que avaliações de risco ambiental devem considerar compostos derivados para entender impactos reais.

A contaminação de rios e lagos por cocaína pode influenciar o comportamento de peixes, segundo estudo da Universidade Sueca de Ciências Agrícolas. A pesquisa, divulgada pelo The Guardian, testou peixes jovens do salmão do Atlântico em condições controladas para observar possíveis mudanças de movimento e dispersão.

Os cientistas expuseram três grupos de salmões a diferentes tratamentos. Um grupo recebeu doses ambientais de cocaína, outro recebeu o metabólito primário da droga, a benzoilecgonina, e o terceiro não foi exposto a drogas, funcionando como controle. Os peixes foram soltos no Lago Vänern, na Suécia, para monitorar o comportamento em ambiente natural.

Resultados do estudo

Ao longo do experimento, todos os salmões mostraram redução de atividade e maior sedentismo em uma área específica do lago. No entanto, os peixes expostos à cocaína e, principalmente, ao metabólito percorreram distâncias maiores, nadando cerca de 5 km a mais que o grupo de controle e quase 14 km a mais no caso do metabólito.

Os pesquisadores destacaram que o metabólito ocorre com maior frequência na natureza e teve efeito mais intenso sobre o comportamento e o movimento dos peixes. A conclusão sugere que avaliações de risco ambiental devem considerar compostos como metabólitos para não subestimar impactos sobre a fauna aquática.

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