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Estresse além do limite? Sinais de alerta e prevenção ao esgotamento

Afastamentos por transtornos mentais sobem 15,66% em 2025; o estresse crônico compromete desempenho e pode evoluir para burnout

Saiba identificar os sinais de estresse | Foto: reprodução/Freepik
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  • Em 2025, o Brasil registrou mais de 546 mil afastamentos por transtornos mentais, com aumento de 15,66% em relação a 2024, sendo ansiedade e episódios depressivos os principais motivos.
  • O estresse pode ser produtivo em situações de desafio, mas torna-se nocivo quando é crônico, prejudicando desempenho e saúde mental.
  • Sinais de alerta incluem cansaço constante, irritabilidade, dificuldade de concentração, sensação de sobrecarga, alterações no sono, queda de desempenho e perda de prazer.
  • A dificuldade de recuperação, mesmo após descansar, é um indicativo de esgotamento, ligado a alterações no cérebro e à liberação contínua de cortisol.
  • Para controlar o estresse, recomenda-se diferenciar urgência de excesso, fazer pausas reais, observar o corpo, rever limites e buscar ajuda especializada quando necessário.

O estresse ganhou espaço na rotina de muitos brasileiros, mas não é necessariamente negativo. Em 2025, o Brasil registrou mais de 546 mil afastamentos por transtornos mentais, segundo o Ministério da Previdência Social, um salto de 15,66% frente a 2024. Ansiedade e episódios depressivos seguem como principais motivos.

Especialistas distinguem entre estresse produtivo e crônico. Para o psiquiatra Daniel Sócrates, há um nível saudável de estresse que impulsiona desempenho. O problema aparece quando ele se torna crônico e não mais pontual, contribuindo para quadros como burnout.

Estresse produtivo, também chamado de positivo, ocorre em situações de desafio e adaptação. Pode elevar foco, energia e tomada de decisão. Entretanto, quando a ativação permanece, o organismo deixa de funcionar de forma funcional, tornando-se tóxico.

Sinais de alerta incluem cansaço constante, irritabilidade, dificuldade de concentração, sensação de sobrecarga, alterações no sono, queda de desempenho e perda de prazer em atividades. A dificuldade de recuperação também é um indicativo relevante.

Do ponto de vista biológico, o estresse prolongado aumenta a liberação de cortisol, o que pode afetar memória, foco e regulação emocional. O cérebro pode entrar em modo de sobrevivência, reduzindo criatividade e clareza para decisões estratégicas.

Sinais de alerta e estratégias de proteção

Para evitar o esgotamento, é essencial reconhecer o estresse e adotar medidas preventivas. Diferenciar urgência de excesso, estabelecer pausas reais e observar sinais do corpo ajudam na proteção.

Reavaliar limites também é fundamental: alta performance não deve significar exaustão constante. Caso haja persistência de cansaço, a busca por orientação especializada deve ocorrer precocemente para evitar quadros mais graves.

A ideia central é a de que alta performance sustentável depende do momento certo de parar, ajustar e retomar atividades com recuperação adequada. A avaliação de profissionais da saúde pode orientar caminhos eficazes.

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