- Estudo comparou seis padrões alimentares e concluiu que a dieta DASH teve as associações mais fortes e consistentes com a proteção do cérebro.
- Análise utilizou dados de mais de cento e cinquenta e nove mil pessoas ao longo de vinte e seis anos, vindos de grandes estudos como Nurses’ Health Study e Health Professionals Follow-up Study.
- A proteção foi mais evidente quando a dieta era seguida na meia-idade, entre quarenta e cinco e cinquenta e quatro anos, com vegetais e peixes associados a melhores resultados cognitivos.
- Dietas como a Dieta da Saúde Planetária, padrões plant-based, e o Índice Alternativo de Alimentação Saudável também mostraram efeito neuroprotetor, além de DASH ser a mais representativa.
- O estudo é observacional, não estabelece causalidade; manter alimentação equilibrada e um estilo de vida saudável continua sendo importante para a saúde cerebral.
O estudo avaliou o impacto de seis padrões alimentares na saúde do cérebro, com foco na dieta DASH como a mais associada à proteção cognitiva. A pesquisa analisou dados de estilo de vida de mais de 159 mil pessoas ao longo de 26 anos. Os autores comparam dietas variadas para entender efeitos sobre memória e atenção.
Os pesquisadores utilizaram dados de grandes coortes, incluindo Nurses’ Health Study e Health Professionals Follow-up Study, ambos realizados nos Estados Unidos. O objetivo foi identificar padrões alimentares que contribuam para a manutenção cognitiva e a redução de riscos de demência, como o Alzheimer.
O que ficou mais claro é que a DASH apresentou as associações mais fortes e consistentes com melhores medidas cognitivas. O estudo aponta que os efeitos são mais evidentes quando a alimentação é mantida na meia-idade, entre 45 e 54 anos.
Dietas avaliadas
Entre os padrões analisados, a Dieta da Saúde Planetária (EAT-Lancet) propõe reduzir itens de origem animal e priorizar escolhas sustentáveis. Também foram considerados dietas baseadas em vegetais, incluindo opções que substituem carne por alternativas vegetais.
Os pesquisadores ainda levaram em conta o Índice Alternativo de Alimentação Saudável (AHEI), que avalia consumo de verduras, legumes, frutas, grãos integrais, oleaginosas e peixes, além de óleos como o azeite de oliva. Outros índices incluíram padrões anti-hiperinsulinêmicos (rEDIH) e anti-inflamatórios (rEDIP).
Além da DASH, todas as dietas estudadas demonstraram potencial neuroprotetor, segundo os dados analisados. Os autores ressaltam que o estudo é observacional, não estabelecendo causalidade entre alimentação e cognição.
Implicações para a cognição
Os especialistas destacam que vegetais e peixes aparecem associados a melhores resultados cognitivos. Por outro lado, consumo excessivo de carnes vermelhas e bebidas açucaradas ao longo dos anos pode reduzir a proteção cerebral.
Especialistas reforçam que o conjunto da alimentação, e não um nutriente isolado, é o mais determinante para a saúde do cérebro. A adoção de padrões equilibrados facilita a circulação sanguínea, contribuindo para a prevenção de doenças cerebrovasculares e dementias.
Considerações finais
A equipe ressalta que, além da alimentação, fatores como tabagismo, alcoolismo, perda auditiva e isolamento social influenciam a prevenção de demências. O estudo reforça a importância de hábitos alimentares saudáveis ao longo da vida para a saúde cerebral, sem avaliar causalidade direta entre dieta específica e proteção cognitiva.
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