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EUA investigam mortes de cientistas em pesquisas nucleares e aeroespaciais

FBI, Casa Branca e Congresso investigam possíveis vínculos entre mortes e desaparecimentos de especialistas em pesquisas nucleares e aeroespaciais nos EUA

O selo na sede do FBI, o Edifício J. Edgar Hoover, em Washington. 2/5/2024
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  • FBI, Casa Branca e Congresso investigam uma série de mortes e desaparecimentos de cientistas ligados a pesquisas nucleares e aeroespaciais nos EUA; ao menos dez profissionais morreram ou sumiram nos últimos anos.
  • Comitê de Supervisão da Câmara abriu apuração sobre possíveis elos entre os casos; a Casa Branca acompanha o tema e o monitoramento ganhou intensidade após a repercussão online; NASA coopera com as investigações e não há indícios de ameaça à segurança nacional, segundo o governo.
  • Entre os casos mais recentes estão o físico Nuno F. G. Loureiro, morto a tiros em Massachusetts em 2025, e o major-general aposentado William Neil McCasland, visto pela última vez em fevereiro no Novo México.
  • Também estão sob observação profissionais ligados ao Laboratório Nacional de Los Alamos, como Melissa Casias e Anthony Chavez; na Califórnia, a engenheira Monica Reza desapareceu em Los Angeles, em 2025.
  • A investigação busca reduzir incertezas sobre possíveis conexões entre os episódios, com autoridades destacando que não há provas de ações coordenadas até o momento.

Uma série de mortes e desaparecimentos de cientistas ligados a pesquisas nucleares e aeroespaciais nos Estados Unidos mobiliza o FBI, a Casa Branca e o Congresso. Ao menos dez profissionais com acesso a informações sensíveis morreram ou sumiram nos últimos anos, segundo a CNN. Os episódios tiveram ocorrências em diferentes estados, em circunstâncias diversas.

O governo informou que o monitoramento foi intensificado na última semana, após aumento da repercussão nas redes sociais. O FBI afirmou que lidera esforços para buscar possíveis conexões, em cooperação com o Departamento de Defesa, o Department of Energy e autoridades locais. A NASA participa das apurações e afirma não haver indícios de ameaça à segurança nacional ligada à agência.

Casos relevantes

Entre os casos mais observados estão o do físico Nuno F. G. Loureiro, professor do MIT, morto a tiros em 2025 em Massachusetts, em frente à residência. O atirador também abriu fogo em campus próximo, segundo relatos. Outro caso é o desaparecimento do major-general aposentado William Neil McCasland, visto pela última vez em fevereiro, ao sair de casa no Novo México.

Profissionais ligados ao Laboratório Nacional de Los Alamos também estão entre os casos não resolvidos, como Melissa Casias — vista em 2025 caminhando perto de uma rodovia — e Anthony Chavez, cujo sumiço não apresentou sinais de crime, apesar de buscas extensivas. Na Califórnia, a engenheira Monica Reza desapareceu durante trilha em Los Angeles, em 2025.

A família de Michael David Hicks, cientista com quase 25 anos de atuação espacial, atribui a saúde as causas do falecimento, contestando ligações com investigações mais amplas. Tais episódios alimentam especulações sobre ações coordenadas, ainda sem evidência concreta.

Análise e próximos passos

O comitê de Supervisão da Câmara dos EUA afirma que as questões são sérias e podem impactar a segurança nacional. A Casa Branca acompanha o tema e diz que diferentes agências trabalham para identificar padrões. O presidente Trump classificou o tema como muito sério, destacando a necessidade de cautela quanto a ligações entre os casos.

O diretor do FBI destacou que a apuração busca verificar conexões com acesso a informações confidenciais ou a atuação de agentes estrangeiros. Enquanto isso, autoridades ressaltam que a probabilidade de impacto estratégico a partir de casos isolados permanece sob avaliação.

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