- Série de mortes e desaparecimentos de pelo menos dez pesquisadores ligados a pesquisas nucleares e aeroespaciais nos Estados Unidos mobiliza o FBI, a Casa Branca e o Comitê de Supervisão da Câmara para investigações.
- O FBI afirmou que lidera esforços para encontrar conexões entre os cientistas desaparecidos e falecidos, trabalhando com o Departamento de Energia, o Departamento de Defesa e parceiros policiais estaduais e locais.
- Os casos incluem a morte de um físico nuclear e professor do MIT em Massachusetts, o desaparecimento de um general aposentado da Força Aérea no Novo México e o sumiço de uma engenheira aeroespacial em Los Angeles.
- A Casa Branca diz que está coordenando investigações entre agências; a Nasa informou que coopera com as entidades envolvidas e que, no momento, não há indicação de ameaça à segurança nacional.
- Em alguns casos, há explicações médicas ou pessoais apontadas pelas famílias; autoridades destacam que ainda não há conclusão sobre ligação entre os episódios.
Um conjunto de mortes e desaparecimentos envolvendo pesquisadores ligados a pesquisas nucleares e aeroespaciais nos EUA acendeu uma série de investigações. O FBI afirma estar liderando os esforços para identificar possíveis ligações entre os casos, em cooperação com o Departamento de Energia, o Departamento de Guarda e com autoridades estaduais e locais. A Casa Branca e o Comitê de Supervisão da Câmara também passaram a acompanhar o tema.
Caso de Massachusetts marcou o início público da série. Um físico nuclear e professor do MIT foi morto a tiros em frente à sua residência. As circunstâncias permanecem sob investigação, sem confirmação de motivação ou relação com atividades profissionais.
Em Novo México, um general aposentado da Força Aérea desapareceu de casa, enquanto em Los Angeles uma engenheira aeroespacial desapareceu durante uma caminhada. As diferenças entre os casos sugerem várias leituras possíveis, ainda sem conclusão oficial sobre uma motivação comum.
Investigações federais e parlamentares
O FBI informou que busca estabelecer ligações entre os cientistas desaparecidos e falecidos, mantendo contato com o Department of Energy e o Department of Defense, além de parceiros policiais. ANASA também afirmou que coopera com as autoridades relevantes e que, no momento, não há indicativo de ameaça à segurança nacional.
O Comitê de Supervisão da Câmara, sob a liderança de republicanos, anunciou a abertura de uma investigação para levantar informações junto ao FBI, ao DoD, ao DoE e à NASA. O objetivo é esclarecer se os casos guardam relação com o acesso a informações sensíveis.
Panorama dos casos ao longo dos anos
Os incidentes incluem mortes não resolvidas e desaparecimentos sem sinais evidentes de crime. Em 2023, a morte de Michael David Hicks, contratado pelo JPL, abriu a linha de casos que persiste até hoje. Hicks tinha 59 anos e sua causa de morte não foi divulgada publicamente.
Outros casos envolvendo o mesmo eixo científico receberam atenção pública. Em Los Angeles, Frank Maiwald morreu em 2024 aos 61 anos. Monica Reza, diretora de Processamento de Materiais no Laboratório da NASA, desapareceu em junho de 2025 na região de Los Angeles. Também está desaparecido o major-general aposentado Neil McCasland, cuja ausência desde fevereiro é tratada como investigação pelo FBI.
Na região de Los Alamos, Novo México, dois outros pesquisadores sumiram nos últimos anos. Melissa Casias, 53, foi vista pela última vez em junho de 2025, enquanto Anthony Chavez, 78, desapareceu em maio de 2025. As autoridades estaduais informaram que as investigações continuam, sem indícios de crime até o momento.
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