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Gastroenterologista explica por que diagnóstico de vermes é desafiador

Diagnóstico de vermes é desafio no Brasil, com falsos negativos e coleta em vários dias; muitas vezes, o tratamento é realizado de forma empírica

Ilustração de bactéria H. pylori no interior do estômago - Metrópoles
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  • A médica Maria Júlia Colossi afirma que o diagnóstico de contaminação por vermes é um desafio para a saúde pública no Brasil.
  • O diagnóstico pode ser feito por meio de exames de fezes, mas a positividade depende da carga de vermes, e ovos e cistos são eliminados em horários e dias variados, o que leva a falsos negativos.
  • A acurácia aumenta quando a coleta ocorre em vários dias consecutivos e com técnicas diferentes, mas, ainda assim, o Brasil, por ser endêmico, costuma pedir tratamento empírico sem exames em alguns casos.
  • Em áreas com alta endemia, muitas vezes opta-se pelo tratamento empírico para os parasitas mais comuns, considerando as dificuldades de coleta regular de fezes.
  • O tratamento geralmente envolve medicamentos antimicrobianos e antiparasitários, devendo a decisão ser tomada com ponderação por um médico junto ao paciente.

A gastroenterologista Maria Júlia Colossi explica por que o diagnóstico de contaminação por vermes é um desafio recorrente no Brasil. A especialista, com atuação em endoscopia digestiva, ressalta que as parasitoses representam um sério problema de saúde pública.

O diagnóstico pode ocorrer por meio de exames de fezes, mas a positividade depende da carga de vermes presentes. Os ovos e cistos são eliminados em padrões variados ao longo de diferentes horários e dias, o que aumenta a chance de falso negativo.

Acurácia dos exames melhora com coleta em dias seguidos e com a combinação de técnicas, mas ainda assim pode falhar. Em muitos casos, especialmente no Brasil, há entraves logísticos e de adesão que levam ao tratamento empírico dos parasitas mais comuns.

Desdobramentos e tratamento

O manejo costuma integrar antimicrobianos e antiparasitários, visando cobertura ampla. A decisão de tratar deve ocorrer após avaliação cuidadosa pelo médico, em diálogo com o paciente, considerando riscos e benefícios.

Segundo a especialista, manter o diagnóstico preciso é essencial para evitar tratamentos inadequados e preservar o fígado, especialmente diante de esquemas terapêuticos que podem impactar a saúde.

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