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Hábitos ruins destroem cabos de carregamento

Cabo de carregamento quebra no conector; enrolar não resolve, é o mau uso e cabos de baixa qualidade que aceleram o desgaste

Serenity Strull/ BBC/ Getty Images
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  • Cabos de carregamento são itens pouco valorizados até quebrarem; estudo da University of Maryland analisa por que eles falham.
  • Pesquisadores testam cabos com danos extremos e avaliam que a forma de enrolar não é o principal problema, o desgaste ocorre principalmente na junção com o conector.
  • O ponto de dobra repetida no final do cabo é o principal responsável pelo desgaste, semelhante ao que ocorre com clipes de papel.
  • Prender o cabo de forma muito curta ou puxar o conector para desconectar aumenta o estresse e encurta a vida útil.
  • Cabos trançados (braided) são mais resistentes; cabos baratos costumam falhar cedo, então investir em opções mais robustas pode reduzir substituições.

Michael Pecht e a equipe do Center for Advanced Life Cycle Engineering, da Universidade de Maryland, investigaram por que cabos de carregamento falham. Em laboratório, eles submetem cabos USB a testes de desgaste, quedas e repetidas conexões para entender onde ocorrem os danos. O objetivo é reduzir falhas e custos com substituições.

Os pesquisadores destacam que, na prática, a forma de enrolar o cabo não é o principal causador de falhas. O ponto crítico fica na junção entre o cabo e o conector, onde a curvatura constante produz defeitos ao longo do tempo. Esse desgaste aumenta com uso diário e manuseio inadequado.

Especialistas ouvidos pela reportagem reforçam que cabos de qualidade inferior aceleram o desgaste. Cabos mais robustos, com núcleo de fios bem protegidos e, preferencialmente, com revestimento em tecido, tendem a durar mais. O custo maior inicial costuma compensar pela durabilidade.

Cuidados com os cabos e hábitos a evitar

Profissionais consultados destacam que puxar o cabo pela região intermediária para desconectar aumenta o estresse no ponto de conexão. Também é prejudicial usar cabos curtos para alcançar tomadas distantes e prender o cabo sob o peso do aparelho, como em suportes automotivos.

Para quem busca prática recomendada, a orientação é tratar o conector com respeito, evitar enrolamentos extremamente apertados e investir em cabos com boa construção. A substituição frequente por opções mais baratas tende a sair mais cara a longo prazo.

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