- Varizes afetam cerca de 30% da população, com fatores como predisposição genética, sedentarismo e hábitos posturais.
- Prisão de ventre eleva a pressão intra-abdominal, o que pode danificar válvulas das veias e levar ao alargamento de veias nas pernas; também pode acompanhar hemorrhoidas.
- Fibras alimentares ajudam o funcionamento intestinal e a circulação; estudo mostrou que quem consome pouco de fibras tem quatro vezes mais chance de varizes, e ir ao banheiro com regularidade reduz esse risco.
- Meias de compressão de grau médico são a primeira linha para aliviar sintomas e prevenir avanço; não resolvem varizes já instaladas, e tratamentos mais invasivos podem trazer alívio a longo prazo.
- Tratamentos modernos sem cirurgia, como laser, escleroterapia e espuma densa, já são comuns; opções como ATTA, ClaCs e espuma densa reduzem tempo de recuperação e costumam depender do histórico médico e orientação de um cirurgião vascular.
A relação entre intestino preso e varizes é tema de alerta para saúde vascular. Aline Lamaita, cirurgiã vascular e membro da SBACV, explica que a prisão de ventre eleva a pressão intra-abdominal, transmitindo esforço para as veias das pernas. Esse aumento de pressão pode danificar válvulas venosas, comprometendo o retorno do sangue e favorecendo o surgimento de varizes.
A prática de fibras alimentares surge como medida simples para melhorar o funcionamento intestinal e a circulação. Segundo Lamaita, alimentos ricos em fibras ajudam a manter o organismo saudável e a circulação sanguínea como um todo. Estudos indicam que quem consome poucos nutrientes desse grupo tem maior risco de varizes, inclusive em relação à frequência de evacuação.
O papel das fibras também envolve a prevenção de inchaço e dor nas pernas, além de reduzir inflamações associadas. O lipedema, condição que afeta o equilíbrio entre tecido gorduroso e circulação, pode acompanhar a prisão de ventre, agravando o quadro. A médica ressalta que uma alimentação rica em fibras pode atenuar esses efeitos.
Dicas práticas para a dieta e hidratação são destacadas pela especialista. Ela recomenda frutas, legumes, verduras, grãos integrais e sementes, aliadas a maior ingestão de líquidos. Água, sucos e chás ajudam a manter a viscosidade adequada do sangue e a circulação. Pré e probióticos podem ser considerados sob orientação médica.
Tratamentos e opções
As meias de compressão de grau médico costumam ser o primeiro recurso para prevenir a progressão das varizes, melhorando o retorno venoso e aliviando dor e inchaço quando usadas adequadamente. Contudo, elas não regridem varizes já existentes; terapias mais invasivas podem oferecer alívio a longo prazo.
Além da compressão, existem opções menos invasivas com laser, escleroterapia e espuma densa. Técnicas como ATTA, ClaCs e espuma densa permitem tratar a maioria dos vasos sem cirurgia, com recuperação mais rápida. A escolha do tratamento depende do histórico médico e de avaliação com o cirurgião vascular.
Esses procedimentos fecham veias superficiais com laser ou agentes químicos, redirecionando o fluxo sanguíneo para vias mais profundas. Em muitos casos, é possível retornar ao trabalho poucos dias após cada sessão.
Por Paula Amoroso
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