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Mãe quase perde parte do braço em emergência para salvar o filho

Mãe que tentou evitar asfixia durante convulsão do filho quase perdeu parte da mão; alerta para não colocar a mão na boca da criança durante crises

Mãe quase perde parte da mão ao tentar salvar filho — Foto: Arquivo pessoal
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  • Mãe de trinta e um anos, de Cabo Frio (RJ), tentou socorrer o filho durante uma convulsão febril e colocou o dedo na boca dele para evitar que se sufocasse.
  • O dedo foi mordido pelo garoto, a ferida infeccionou e quase resultou na perda de parte do braço; Rafael ficou oito horas sob observação no hospital e recebeu alta sem sequelas.
  • O caso aconteceu no fim de março de dois mil e vinte e cinco, pouco depois de Rafael completar seis anos; a mãe passou por cirurgia de urgência e ficou com a mão lesionada.
  • Natalia compartilhou a história em um reels que viralizou e já ultrapassou a marca de um milhão e setecentos mil visualizações, para alertar outras famílias sobre como agir em convulsões.
  • Orientações de convulsões infantis destacadas pela matéria: não colocar objetos na boca, manter a criança em segurança, não conter os movimentos se não houver risco, marcar o tempo da crise e buscar atendimento médico.

A mãe Natalia Carvalhaes da Silva, de 31 anos, de Cabo Frio (RJ), viveu um susto no fim de março de 2025. Ao socorrer o filho Rafael durante uma convulsão febril, colocou o dedo na boca da criança para evitar asfixia, seguindo orientações de infância. O gesto resultou em ferimento grave.

O episódio ocorreu após Rafael apresentar vômito no caminho da casa para a escola, depois de uma manhã em que já havia tido mal-estar. Ao chegar em casa, a convulsão começou e a mãe, em desespero, tentou impedir que a língua travasse a passagem de ar.

O ferimento na mão direito avançou para infecção grave. Rafael ficou oito horas observando-se na unidade de saúde, recebeu alta sem sequelas, mas Natalia percebeu, no dia seguinte, o inchaço e a dor. A infecção se agravou com o passar dos dias.

Internada no dia 5 de abril, Natalia passou por procedimentos de urgência para drenar secreção e, no dia seguinte, realizou desbridamento para remover tecido infeccionado. O estado exigiu isolamento por oito dias e, ao todo, a recuperação durou cerca de 45 dias.

Hoje, a cicatriz persiste e a mão apresenta limitações de movimento, com cerca de 70% de aproveitamento. Natalia descreve a marca como “marca do amor” e afirma que a experiência não a impede de atividades diárias. A família reforça a necessidade de orientação adequada.

O que fazer diante de convulsões em crianças

Especialistas orientam manter a calma e proteger a criança, sem tentar conter os movimentos. Afaste objetos, posicione a cabeça com cuidado e observe a duração da crise. Se durar mais de cinco minutos, procure ajuda médica imediatamente.

Não se deve colocar objetos na boca nem tentar forçar a língua. Em caso de queda de consciência, lave a boca com cuidado e, se necessário, posicione a criança de lado. A avaliação médica é recomendada para toda convulsão infantil.

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