- A musculação ajuda a reduzir gordura nos hepatócitos, melhora a sensibilidade à insulina e diminui a inflamação, contribuindo para evitar a evolução para cirrose.
- As hepatopatias englobam hepatites virais B e C, hepatite alcoólica, medicamentosa e esteatose hepática, que podem ser assintomáticas; sinais de alerta incluem pele/olhos amarelados, urina escura, fezes claras e ascite.
- Entre 2000 e 2024, foram confirmados mais de 826 mil casos de hepatites virais no Brasil; quando não tratadas, há maior risco de fibrose, cirrose e câncer de fígado, podendo exigir transplante.
- O diagnóstico e o tratamento variam conforme a causa: antivirais para hepatites virais, imunossupressores para doenças autoimunes, além de evitar álcool e tratar diabetes, obesidade e dislipidemia.
- Além da musculação, é importante vacinar contra hepatites A e B, evitar substâncias que causem hepatite e buscar orientação médica ante reações a medicamentos; manter estilo de vida saudável ajuda a prevenção.
A musculação pode reduzir o risco de doenças do fígado ao auxiliar na queima de gordura acumulada nas células hepáticas. Estudo e orientações médicas apontam benefício potencial para quem pratica treinos de resistência com peso, máquinas ou o próprio corpo.
A hepatite é uma das principais doenças que afetam o órgão, apresentando inflamação e disfunção. Entre 2000 e 2024, o Brasil registrou mais de 826 mil casos de hepatites virais, segundo dados do Ministério da Saúde. O diagnóstico precoce é fundamental.
Segundo a hepatologista Dra. Mauren Machado, o avanço da fibrose, cirrose e câncer de fígado aumenta quando a doença não é tratada. O Brasil é o segundo país em transplantes hepáticos, ficando atrás apenas dos EUA.
Musculação como aliado
Treinos de resistência ajudam na redução da gordura nos hepatócitos e melhoram a sensibilidade à insulina, diminuindo a carga de açúcar no fígado. Também contribuem para reduzir a inflamação, o que pode atrasar a progressão para a cirrose.
A médica ressalta que, embora o aeróbico seja eficiente para perda de peso, a musculação é essencial para quem tem baixa aptidão cardiorrespiratória. O ideal é combinar as duas abordagens, mantendo a musculação como eixo principal.
Sinais de alerta e cuidados
O fígado pode atuar de forma assintomática, mas há sinais que merecem atenção: pele e olhos amarelados, urina escura, fezes claras e ascite. Alterações em enzimas hepáticas ou em exames de imagem também devem acender o alerta.
O tratamento de hepatites depende da causa. Em virais, são usados antivirais; em doenças autoimunes, imunossupressores. Evitar álcool, automedicação e drogas sem prescrição é essencial, assim como tratar diabetes, obesidade e dislipidemia.
Cuidados diários para a saúde hepática
Além da musculação, recomenda-se evitar substâncias que possam causar hepatite, usar apenas medicamentos sob orientação médica e manter a vacinação contra hepatites A e B pelo SUS. Um estilo de vida saudável ajuda a manter o fígado funcionando bem.
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