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Qual é o futuro da vida na Terra e ainda há tempo de mudar?

Dia Mundial da Terra questiona se ainda é possível reverter danos ambientais ao adotar a produção de natureza e ampliar áreas protegidas

Ilustração climatech; mulher cuidando da natureza; planeta Terra — Foto: Getty Images
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  • Em cerca de quatro bilhões de anos, a Terra se formou; o Homo sapiens surgiu há cerca de 200 mil anos e hoje é a única espécie humana que persiste.
  • Ao longo dos séculos, humanos se espalharam pelo planeta, transformando territórios e modos de viver, movidos pelo impulso de explorar, produzir e ocupar.
  • No Brasil, a chegada dos portugueses em mil quinhentos iniciou processos de colonização e violência, com impactos na natureza, incluindo a Mata Atlântica, que caiu de cerca de quinze por cento do território para doze vírgula quatro por cento, e ter apenas cerca de sete por cento bem conservado.
  • O maior trecho contínuo bem conservado hoje está na Grande Reserva Mata Atlântica, entre os estados do Paraná, Santa Catarina e São Paulo, somando cerca de 2,7 milhões de hectares terrestres e 2,2 milhões de hectares marinhos, abrigando milhares de espécies.
  • A ideia de “produção de natureza” sustenta que conservação não é apenas proteger o que existe, mas manter a natureza funcionando e conectada ao nosso cotidiano, especialmente num Dia Mundial da Terra celebrado em 22 de abril.

A reportagem aborda a evolução da vida na Terra e o dilema atual: continuar explorando ou sustentar a vida no planeta. O texto analisa o impacto humano desde a origem até a crise ambiental contemporânea.

História de ocupação e transformação é traçada desde a África até as Américas, passando por mudanças de paisagem, técnicas de sobrevivência e expansão humana. O foco é como isso moldou o ambiente.

Em 1500, com o início da exploração europeia, chegaram consequências sociais e ambientais profundas. A Mata Atlântica, que ocupava 15% do território, foi reduzida de forma significativa ao longo dos séculos.

Hoje resta apenas 12,4% da cobertura original da Mata Atlântica no Brasil, e cerca de 7% está bem conservado. A área segue sob pressão por atividades humanas e uso do solo.

Entre os remanescentes, a Grande Reserva Mata Atlântica é o maior trecho contínuo bem conservado, abrangendo Paraná, Santa Catarina e São Paulo, com áreas terrestres e marinhas.

A SPVS, parceria de conservação, monitora espécies como mico-leão-da-cara-preta e papagaios. A instituição atua há mais de 40 anos, tendo criado e restaurado milhares de hectares de reservas.

O conceito de Produção de Natureza orienta a ação: não basta proteger o que resta, é preciso manter a função ecológica. Conservação é parte do futuro humano e do bem-estar ambiental.

Neste Dia Mundial da Terra, marcado em 22 de abril, a reflexão continua: ainda há tempo para mudar, desde que escolhas e políticas públicas acompanhem o impulso de proteger a vida no planeta.

Ana Rossini, jornalista e consultora da SPVS, destaca a importância de traduzir a conservação em ações cotidianas, conectando água, clima e vida aos hábitos da população.

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