- Submersível robótico localizou o porta-aviões afundado USS Hornet a quatro mil metros de profundidade no Pacífico, em 2026, registrando imagens de caças F4F Wildcat no convés.
- O mapeamento foi feito com sonar de alta resolução, a partir de coordenadas históricas da Batalha das Ilhas Santa Cruz, para confirmar a presença do navio.
- A missão utilizou câmeras 8K com iluminação LED, permitindo visualizar fuselagem, hélices, instrumentos e caças preservados no convés.
- A preservação ocorre devido à baixa oxigenação e às temperaturas frias das fossas, que reduzem a corrosão e o crescimento de organismos.
- O Hornet teve papel na Segunda Guerra Mundial, incluindo o Ataque Doolittle, e a localização oferece dados sobre engenharia naval de 1942 e danos sofridos na época.
Um submersível robótico encontrou o porta-aviões afundado USS Hornet a 4.000 metros de profundidade no Oceano Pacífico, em 2026. As imagens capturaram caças F4F Wildcat ainda intactos no convés, em condição preservada e impressionante sob as águas profundas.
A expedição utilizou sonar de alta resolução para mapear o leito marinho nas proximidades da área histórica da Batalha das Ilhas Santa Cruz. A anomalia estrutural identificada permitiu confirmar a posição do navio com registros fotográficos.
O veículo remoto desceu ao local para confirmar a identidade do navio e coletar dados. Sensores acústicos ajudaram a reconhecer detalhes arquitetônicos do Hornet, fortalecendo a precisão das informações coletadas pela missão.
Preservação sob as fossas
A ausência de oxigênio e as temperaturas muito baixas ajudam a manter componentes de metal em bom estado. A ausência de luz impede o crescimento de organismos que aceleram a corrosão, contribuindo para a conservação de várias peças.
Especialistas destacam elementos visíveis nas imagens, como fuselagem de alumínio com pouca oxidação, pneus conservados, instrumentos de voo e hélices. Insígias e números de série permanecem legíveis em várias áreas do navio.
Importância histórica
O Hornet teve papel central na Segunda Guerra Mundial, incluindo o ataque a Doolittle. A localização do naufrágio oferece dados sobre engenharia naval de 1942 e os danos sofridos durante ataques aéreos da época.
Alguns dados técnicos do navio, conforme sensores de profundidade, indicam profundidade de 4.000 metros, comprimento de 252 metros e caças F4F Wildcat no convés. As informações ajudam a retratar as condições do sítio preservado.
Tecnologias da missão
Os submersíveis autônomos usados na operação contam com câmeras 8K e iluminação LED potentes. Controle via satélite permitiu conduzir a exploração sem colocar pessoas em risco, com estabilização por giroscópio para mapear fissuras com precisão.
Pesquisadores da Naval History and Heritage Command utilizam modelos digitais do site para monitorar a degradação térmica e o estado geral do navio ao longo do tempo. A equipe ressalta a importância científica do registro.
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