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Aumento de infartos fulminantes em jovens: sinais silenciosos e estilo de vida

Morte de Maiara Fiel, aos 31, evidencia aumento de infartos em jovens e a importância dos sintomas silenciosos, especialmente entre mulheres

A miss Maiara Cristina de Lima Fiel, de 31 anos, morreu após sofrer um infarto fulminante
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  • Maiara Cristina de Lima Fiel, 31 anos, miss Londrina em 2025, faleceu vítima de infarto fulminante, sem histórico cardiovascular.
  • Dados do Instituto Nacional de Cardiologia mostram crescimento do infarto em pessoas jovens nos últimos 15 anos, com especial destaque para quem tem até 30 anos.
  • Fatores de risco incluem sedentarismo, alimentação inadequada, estresse, consumo de álcool e tabagismo; anticoncepcionais com alta dosagem de estrogênio, uso de anabolizantes e fatores genéticos também são apontados por especialistas.
  • Em mulheres, os sintomas podem ser silenciosos: náuseas, falta de ar, cansaço, tontura e desconforto na mandíbula, pescoço ou costas, e a maioria apresenta três ou mais sinais sem dor no peito.
  • Prevenção envolve check-up regular de colesterol, glicemia e pressão arterial, além de estilo de vida ativo, alimentação saudável, gestão do estresse, vigilância cardiológica feminina e hidratação adequada.

A morte de Maiara Cristina de Lima Fiel, 31 anos, levou a público uma pergunta sobre saúde cardiovascular entre jovens. Maiara, que ficou conhecida em concursos de beleza, faleceu vítima de infarto fulminante sem histórico clínico de doenças cardíacas. O ocorrido ocorre em meio a dados que apontam aumento de eventos cardíacos nessa faixa etária no Brasil.

Investigação aponta que Maiara não apresentava fatores de risco aparentes, reforçando a necessidade de vigilância para sinais de infarto entre adultos jovens. O caso ocorre em um contexto de atenção à saúde pública, com famílias e profissionais de saúde buscando compreender causas e prevenção.

Cresce o infarto entre jovens

Dados do Instituto Nacional de Cardiologia indicam aumento expressivo nos últimos 15 anos, com o número de infartos acima de dobrando entre jovens de até 30 anos. O cenário também envolve estilo de vida contemporâneo, sedentarismo, má alimentação e elevado estresse. O uso de álcool e tabaco agrava o risco, sobretudo em conexão com dispositivos eletrônicos.

Especialistas apontam gatilhos específicos que afetam jovens: anticoncepcionais com alta dosagem de estrogênio, que elevam o risco de trombose, especialmente em pessoas que fumam; anabolizantes, que podem gerar coágulos mesmo sem placas de gordura; e fatores genéticos que ganham importância nessa faixa etária.

Sintomas silenciosos

Entre as dificuldades de diagnóstico precoce está a apresentação atípica de sinais, especialmente entre mulheres. Ao contrário do estereótipo masculino, a dor no peito não é obrigatória. Sintomas comuns incluem enjoo, falta de ar, fadiga inexplicável, tontura e desconforto no pescoço, na mandíbula ou nas costas.

Estudos publicados na Circulation, da American Heart Association, indicam que muitas mulheres apresentam três ou mais sinais de infarto sem dor torácica clássica, o que pode atrasar a busca por atendimento.

Medidas de prevenção

Para reduzir o risco, é essencial realizar check-ups regulares, mesmo sem histórico de doença. Acompanhamento de colesterol, glicose e pressão arterial deve fazer parte da rotina, independentemente da idade.

Entre os pilares da prevenção estão: prática regular de atividades físicas; alimentação rica em fibras, vegetais e gorduras saudáveis; redução de ultraprocessados; gestão do estresse por meio de técnicas como meditação; e vigilância especial para mulheres com histórico de doenças autoimunes, complicações gestacionais ou tratamentos oncológicos. Além disso, manter o corpo hidratado e evitar mudanças bruscas de temperatura ajuda a proteger o sistema circulatório.

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