- Localizado no centro do Recife Lighthouse, atol a setenta quilômetros da costa de Belize, o Grande Buraco Azul tem 300 metros de diâmetro e 125 metros de profundidade, e é conhecido por engolir navios e abrigar um labirinto de estalactites gigantes.
- A área superficial é de cerca de 70.650 metros quadrados e o local faz parte da Reserva da Barreira de Belize, listada pela UNESCO desde mil novecentos noventa e seis.
- A fama internacional começou após a visita do explorador Jacques-Yves Cousteau, em mil novecentos setenta e um.
- Geologicamente, o sumidouro é o vestígio de um vasto sistema de cavernas de calcário que ficou seco durante várias fases do Quaternário, antes do colapso do teto com a subida do nível do mar.
- Estalactites recuperadas indicam quatro fases de formação seca (há sessenta e três mil, sessenta e seis mil, cento e cinquenta e três mil e quinze mil anos), e mostram que o platô sofreu basculamento antes de afundar.
O Grande Buraco Azul, em Belize, é um sumidouro marinho com 125 metros de profundidade e 300 metros de diâmetro, localizado no centro do Recife Lighthouse, a 70 quilômetros da costa belizenha. O círculo azul-escuro contrasta com as águas turquesa ao redor e abriga um labirinto de estalactites gigantes sob o mar. Foi integrado ao Patrimônio da Humanidade da UNESCO em 1996.
Originalmente uma caverna seca durante a Era do Gelo, o local revela um vasto sistema de cavernas de calcário. O teto ruiu quando o nível dos mares subiu, ao final das últimas glaciações, inundando a caverna e formando o atual buraco submerso. A área é mantida dentro da Reserva da Barreira de Belize.
Jacques-Yves Cousteau popularizou o local em 1971, aumentando o interesse mundial pelo mergulho em cavernas submersas. Hoje, o Grande Buraco Azul figura entre os mergulhos mais desafiadores do planeta, atraindo exploradores e cientistas interessados na história geológica da região.
Formação geológica do sumidouro
As estalactites gigantes observadas no fundo indicam que a estrutura ficou seca por longos períodos. Análises químicas sugerem pelo menos quatro fases de formação antes do colapso do teto, com idades estimadas entre 153 mil e 15 mil anos.
Evidências de secura antiga
As estalactites se formam apenas sob atmosfera, com água gotejando sobre rocha calcária ao longo de milênios. A presença dessas formações a grande profundidade evidencia que o espaço já esteve seco durante períodos significativos.
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