- A Copa do Mundo aumenta o fluxo de viajantes e eleva o risco de reintrodução do sarampo no Brasil, segundo o Ministério da Saúde.
- Surtos ativos nos Estados Unidos, México e Canadá aumentam a possibilidade de importação de casos durante o evento.
- Em 2025, o mundo teve cerca de 248 mil casos de sarampo; nas Américas houve avanço da doença e perda do status de região livre de transmissão endêmica.
- No Brasil, foram confirmados 38 casos em 2025, maioria importados, com 94,7% sem histórico vacinal; em 2026, até a semana epidemiológica 10, houve dois casos, ambos em pessoas não vacinadas.
- A principal estratégia é a vacinação: vacina tríplice viral gratuitamente pelo SUS para pessoas de 12 meses a 59 anos, acompanhada de vigilância ativa.
Em meio ao aumento da circulação internacional durante a Copa do Mundo, o Ministério da Saúde emitiu alerta sobre o risco de reintrodução do sarampo no Brasil. O comunicado ressalta que o fluxo intenso de viagens para os principais países-sede acontece em meio a surtos ativos na América do Norte, elevando a possibilidade de importação de casos.
Dados do ministério indicam que o sarampo segue em circulação globalmente. Em 2025, foram registrados cerca de 248 mil casos no mundo. Nas Américas, a situação levou à perda do status de região livre de transmissão endêmica em novembro do ano passado.
Canadá, México e Estados Unidos concentram parte relevante dos casos em 2025. O Canadá registrou mais de 5 mil casos em 2025 e mantém transmissão ativa em 2026. O México passou de sete casos em 2024 para mais de 6 mil em 2025. Os EUA notificaram mais de 2 mil casos em 2025.
Brasil mantém status, mas com vulnerabilidades
O Brasil mantém desde 2024 o status de país livre da circulação endêmica do sarampo. Em 2025, foram confirmados 38 casos, a maioria importados. Em 2026, até a semana epidemiológica 10, dois casos foram confirmados, ambos em pessoas não vacinadas, incluindo uma criança em São Paulo com viagem internacional.
Quais são os riscos e as medidas
Para o médico Renato Kfouri, da SBIm, a Copa aumenta a circulação de pessoas e torna importação de casos provável. A orientação é manter alta cobertura vacinal e vigilância ativa, com vacinação antes de viagens e após o retorno, conforme necessário.
A principal forma de prevenção é a vacinação. A imunização contra sarampo está disponível gratuitamente pelo SUS, durante todo o ano, em UBS. A vacina tríplice viral protege contra sarampo, caxumba e rubéola e é indicada para pessoas de 12 meses a 59 anos.
O que fazer diante do risco
Especialistas destacam a importância de manter o calendário vacinal em dia, especialmente para quem participa de eventos de massa. Mesmo quem já foi vacinado deve buscar orientação sobre reforços conforme orientação de autoridades sanitárias.
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