- Gwen Danielson, ligada ao grupo conhecido como Zizians, finalmente quebra o silêncio sobre os acontecimentos ligados a uma série de mortes e a uma série de eventos envolvendo a comunidade racionalista no Vale da Califórnia e em Nova York.
- Em 2019, Danielson participou de um protesto não autorizado que resultou em prisões, ações legais e em curtas acusações de contravenções; o caso terminou com 150 dias de prisão domiciliar.
- As ligações entre a líder do grupo, Ziz LaSota, e uma série de assassinatos e tentativas de assassinato em diferentes estados levaram a uma investigação que envolveu a rede de amigos e ex-colegas de Danielson.
- Curtis Lind foi assassinado em Vallejo após se envolver com o grupo; mais tarde, outros membros enfrentaram acusações por violência, armas e drogas, além de disputas de aluguel e conflitos legais.
- Danielson, que afirma ter se distanciado do movimento, planeja retomar pesquisas sobre segurança de IA e expressa desejo de reassegurar vínculos com a comunidade racionalista, apesar das perdas e das disputas legais envolvendo companheiros.
Gwen Danielson, pesquisadora vinculada ao movimento Rationalista, que já teve ligações com o grupo conhecido como Zizians, decidiu falar publicamente pela primeira vez sobre os fatos que marcaram os últimos anos. A entrevista, concedida em Nova York em abril, revela uma visão alternativa sobre o líder do grupo, Ziz LaSota, e sobre as controvérsias que cercam a comunidade.
Danielson explica que não é palestrante público, mas sim pesquisadora com traumas sociais. A conversa aborda a suposta natureza da suposta seita, a relação com LaSota e os eventos violentos que marcaram o período. A entrevistada ressalta que não é acusada de envolvimento nos crimes, mas teve sua foto publicada em reportagens ligando-a ao grupo.
Em janeiro do ano passado, Curtis Lind, amigo de Danielson, foi morto em Vallejo, Califórnia, pouco antes de testemunhar contra ex-inquilinos. Dias depois, um policial de fronteira foi morto em Vermont. Autores ligados ao grupo teriam sido investigados em casos anteriores, incluindo homicídios na Pensilvânia em 2024.
Contexto e desdobramentos
Danielson relata que o grupo não respondeu de imediato às acusações, mas um protesto de 2019, que começou de forma simbólica, acabou envolvendo a polícia em um cenário hostil. A ação ocorreu durante um encontro de ex-alunos do CFAR, em Sonoma County, com a presença de outras pessoas ligadas ao movimento.
O incidente levou a uma condução policial com helicóptero, equipe de choque, veículo blindado e unidade canina. Quatro pessoas femininas trans levaram roupas pretas e máscaras, o que gerou relatos de barricadas e possível porte de arma. Quatro detidos apresentaram demandas judiciais subsequentes.
Danielson afirma que, embora não tenha cometido crimes, o grupo enfrentou diversas ações legais, incluindo acusações de invasão de propriedade e uso de máscara em finalidade ilegal. Ela recebeu, em 2019, sentencia de prisão domiciliar por 150 dias, com ressalvas de que os atos foram resultado de inexperiência.
Vida após o protesto
A narrativa descreve uma relação estreita entre LaSota e Danielson, com LaSota exercendo liderança intelectual e influenciando debates filosóficos. Em meio a disputas internas, Emma Borhanian é apontada como figura de maior peso ideológico, aproximando-se de ideias que, segundo Danielson, advogavam violência em certos extremos.
No decorrer de 2022, Danielson decidiu abandonar o local de expulsão e percorreu uma trajetória de recuperação que incluiu mudança de estado, busca de trabalho temporário e a instalação de veículos adaptados para moradia com outras pessoas do grupo. A pandemia de 2020 intensificou precauções sanitárias e a segregação entre os membros.
Em novembro de 2022, Lind foi atacado com gravidade, levando à prisão e a acusações de assassinato de Borhanian e de tentativa de homicídio de Lind. LaSota foi interrogada, não chegou a ser indiciada na linha direta do ataque; Danielson não estava presente no dia do ocorrido.
Situação atual e perspectivas
Em 2025, LaSota foi presa no estado de Maryland, junto a Jamie Zajko e Daniel Blank, sob acusações que incluem porte de armas, droga com intenção de distribuir e violação de leis de entrada. Outra ação, em tribunal federal, envolve LaSota por fugir da justiça com armas. Danielson afirma esperar que a líder encontre um caminho para a cura.
Danielson, que já considerou retornar à pesquisa sobre IA e retomar vínculos com a comunidade Rationalista, aponta que a maior parte de seus amigos de longa data está ausente ou sob processo judicial. Ela ressalta que a relação com LaSota foi intensa, mas que o grupo seguiu caminhos divergentes.
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