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Receita transforma papelão e jornal em argamassa cortável e paredes leves

Argamassa de papercrete, com papelão reciclado, produz paredes até três vezes mais leves que o tijolo, cortáveis com serra e úteis na autoconstrução

Revestimento exterior impermeabilizante: aplicação rigorosa de cal pura, tintas elastoméricas ou coberturas espessas de argila na fachada principal
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  • Papercrete é uma argamassa que mistura polpa de papel reciclado com cimento para formar blocos três vezes mais leves que o tijolo comum, cortáveis com serra e perfuráveis como madeira.
  • A receita base envolve cinco partes de polpa de papel embebida em água e duas partes de cimento Portland, com adição gradual de líquido até chegar à consistência moldável.
  • Os blocos precisam de duas a quatro semanas para secar ao ar livre; no canteiro, podem ser cortados com serra circular, perfurados com furadeiras domésticas e pregados como madeira.
  • O peso por metro cúbico fica entre trêscentos e oitocentos quilos, reduzindo até quarenta por cento o peso estrutural morto e oferecendo boa isolação térmica natural.
  • A água é o ponto fraco: a alta absorção hídrica exige barreiras contra chuva; uso recomendado para paredes internas e painéis em estruturas metálicas, e ainda sem aprovação para estruturas portantes em prédios altos.

O papercrete transforma papelão velho e jornais usados em uma argamassa que pode gerar paredes mais leves. O material permite blocos cortados com serra e furados com prego, com peso até 40% menor que o tijolo comum. A ideia é reutilizar resíduos urbanos na construção.

O composto é um cimento com polpa de papel reciclado ocupando parte do espaço, reduzindo a densidade final. A quantidade de cimento Portland aumenta a resistência, enquanto mais polpa celular deixa a peça mais leve e isolante.

A mistura básica combina cinco partes de polpa de papel embebida em água com duas de cimento Portland, com adição gradual de líquido para ficar moldável. Tutorial de referência é do Núcleo de Agroecologia com Jordana Duarte, da Unemat.

A secagem ocorre de duas a quatro semanas, ao ar livre, para evitar rachaduras. Blocos secos podem ser cortados com serra circular, furados com furadeiras domésticas e pregos entram como em madeira.

O papelão e a madeira sintética criam estruturas porosas que retêm calor. Estimativas indicam densidade entre 300 e 800 kg/m³, em comparação com até 1.900 kg/m³ do tijolo cerâmico tradicional. Sensação de verão mais fresca.

Um ponto crítico é a alta absorção de água. Sem proteção, o material perde resistência. Proteções externas incluem elevação do alicerce, beirais bem projetados e revestimento impermeabilizante com cal, tintas elastoméricas ou argila.

Para projetos de autoconstrução, o papercrete ganha espaço em paredes de vedação internas e painéis em estruturas metálicas. Não há aprovação formal para uso estrutural em prédios altos, limitando aplicações a obras de baixo porte e experimentais.

Fontes indicam a divulgação de técnicas e demonstrações acadêmicas, com acompanhamento de pesquisadores e tutoriais online. A pesquisa destaca vantagens de reutilização de resíduos, sem, no entanto, indicar adoção oficial em códigos de engenharia.

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