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Tempo seco ameaça milho tardio, mas favorece colheita de cana

Tempo seco pode reduzir a safra de milho tardio em Goiás e Minas Gerais, com perdas potenciais se não chover até 10 de maio, enquanto favorece a colheita de cana e o ATR

Lavoura de milho
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  • Tempo seco na região central do Brasil pode provocar grandes quebras de milho safrinha se não chover até o dia 10 de maio, principalmente em Goiás e Minas Gerais.
  • Dados indicam poucas chuvas para Goiás e boa parte de Minas Gerais até a primeira semana de maio, com áreas no norte de São Paulo, Mato Grosso do Sul e Bahia também sob risco.
  • A produção da segunda safra de milho está estimada em 109 milhões de toneladas, com queda anual de cerca de 3,6%.
  • O clima mais seco favorece a colheita da cana-de-açúcar, aumentando o Açúcar Total Recuperável e facilitando moagem; a safra 2026/27 de cana começou em abril.
  • Um El Niño em formação pode trazer chuvas ao centro-sul no inverno, potencialmente prejudicando cana e café, enquanto maio pode registrar chuvas moderadas conforme os especialistas.

O tempo seco na porção central do Brasil pode reduzir a safra de milho plantada tardiamente, especialmente em Goiás e Minas Gerais, caso não haja chuva até 10 de maio. Acanalhar a colheita de cana-de-açúcar tem favorecido o ritmo de operação no campo, segundo meteorologistas.

Dados da LSEG indicam chuvas fracas nessas regiões até o fim da primeira semana de maio. Além disso, áreas no norte de São Paulo, norte de Mato Grosso do Sul e o Nordeste, como a Bahia, também devem sentir menor precipitação. O sul de Mato Grosso fica em atenção.

Goiás figura entre os grandes produtores de milho da segunda safra, atrás de Mato Grosso, Paraná e Mato Grosso do Sul. A projeção de produção dessa safra é de 109 milhões de toneladas, com queda de 3,6% esperada pela Conab.

Para o milho, há risco de quebras maiores se o regime de chuva não se normalizar. Em contrapartida, a cana-de-açúcar pode ter maturação acelerada e maior ATR (Açúcar Total Recuperável) com o tempo mais seco, facilitando colheita e moagem.

Apesar do cenário, o conceito de pouca chuva é comum nesta época. A demanda hídrica das lavouras tende a cair, o que pode manter o desenvolvimento dentro de faixas aceitáveis para quem está dentro da janela ideal de cultivo.

Persistência do cenário e impactos

O especialista Alexandre Nascimento, da Nottus, aponta que o tempo seco pode favorecer lavouras tardias apenas de forma localizada, com variação regional. Ele também cita que chuvas fracas até meados de maio costumam ocorrer sem comprometer o ciclo.

Além disso, o El Niño está em formação, com possibilidade de trazer chuvas ao centro-sul no início do inverno. A expectativa é de que o fenômeno se consolide a partir de junho, o que pode alterar o cenário hídrico nos próximos meses.

O cronograma de safra de cana para 2026/27 já começou em abril, com projeções de recuperação de produtividade e crescimento da produção de etanol. O café também pode registrar recorde produtivo em 2026, segundo previsões.

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