- Santa Catarina é o estado brasileiro mais exposto a desastres naturais, respondendo por 41% de todos os alertas emitidos pela Defesa Civil nacional.
- Entre 2025 e 2026, foram emitidos 3.912 alertas por SMS e 489 alertas pelo sistema Cell Broadcast no estado, com seis situações de nível extremo.
- Em 2024, foram disparadas 95 milhões de mensagens SMS; 10,51% da população de Santa Catarina está cadastrada no serviço, o que coloca o estado em primeiro lugar no país nesse indicador.
- O estado tem histórico de eventos climáticos severos, como enchentes e ventos intensos, com impactos expressivos e perdas econômicas ao longo das décadas.
- Para receber alertas, basta enviar o CEP por SMS para o número 40199, serviço gratuito e sem necessidade de internet.
O estado mais vulnerável a desastres naturais no Brasil é Santa Catarina, conforme dados da Defesa Civil nacional. Em 2025-2026, o estado respondeu por 41% de todos os alertas emitidos, com um ciclo intenso de notificações por SMS e pelo sistema Cell Broadcast. O alerta maior vem da combinação de geografia e clima, que favorece eventos extremos.
A geografia catarinense, situada em latitudes médias, recebe massas de ar distintas que trazem tanto calor quanto frio. Esses encontros elevam a instabilidade atmosférica, resultando em tempestades, alagamentos e ventos fortes. O relevo costeiro, serras, vales e planaltos intensificam os impactos, com variações rápidas de temperatura em curtos trechos.
Além disso, a proximidade da costa com o Atlântico Sul favorece a formação de ciclones extratropicais, aumentando a frequência e a intensidade de ventos acima de 100 km/h. Em média, aparecem cerca de 40 ciclones por ano na região, elevando o risco de desastres em municípios litorâneos e do interior.
Entre 2025 e 2026, Santa Catarina registrou 3.912 alertas por SMS e 489 mensagens pelo Defesa Civil Alerta (Cell Broadcast). Em 2024, o sistema alcançou quase 95 milhões de mensagens disparadas, com 10,51% da população cadastrada no serviço, o que representa o maior índice do país.
O estado tem histórico de eventos significativos. Em 1974, houve enchente em Tubarão; depois, em 2004, o furacão Catarina causou danos relevantes na região sul, com ventos fortes e prejuízos expressivos. Em 2008, enchentes e deslizamentos no Vale do Itajaí superaram bilhões de reais em perdas. Em 2023, ocorrências severas deixaram muitos municípios em situação de emergência.
O monitoramento e a infraestrutura para contenção tiveram ampliação. O Centro Integrado de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cigerd), em Florianópolis, funciona 24h e coordena 21 regionalidades com 295 municípios. A rede inclui quatro radares e 172 estações hidrometeorológicas, com atualização quase em tempo real.
Investimentos públicos reduziram vulnerabilidades. No Alto Vale do Itajaí, desde 2023, houve aporte superior a 485 milhões de reais em barragens e obras para rios. Estruturas de Taió, Ituporanga e José Boiteux asseguram capacidade de contenção de centenas de milhões de metros cúbicos. A assistência humanitária também foi ampliada, com reforço de estoques regionais.
Conclusivamente, a combinação de clima, geografia e infraestrutura coloca Santa Catarina na linha de frente de desastres naturais no Brasil. As ações de monitoramento e de resposta foram intensificadas para reduzir impactos e melhorar a proteção aos moradores.
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