- O Brasil é visto pelo CEO da H&M, Daniel Ervér, como motor de crescimento global da marca, especialmente com a abertura da primeira loja no Rio de Janeiro.
- A inauguração no Rio ocorre neste sábado, 25, e faz parte de um plano que também inclui Sorocaba e Porto Alegre, com outras lojas contratadas para 2026.
- A H&M abriu a primeira loja no Brasil em agosto de 2025, em São Paulo, e já soma quatro unidades, com planos de ampliar para Belo Horizonte, Brasília e outras regiões.
- A estratégia atual foca em expansão multicanal: loja física potencializa vendas online, uso do Pix e produção local em algumas categorias.
- A entrada no Brasil conta com parceria do Grupo Dorben para navegar no mercado; o desafio inclui sazonalidade e forte concorrência local.
O Brasil ganha protagonismo na estratégia global da H&M. A rede sueca inaugura a primeira loja no Rio de Janeiro neste sábado, 25, ampliando a presença do país após abrir a primeira unidade em São Paulo em 2025.
O anúncio foi feito pelo CEO global Daniel Ervér em entrevista à Bloomberg Línea, durante visita ao Rio. Ele ressaltou que o Brasil é visto como motor de crescimento para reconquistar investidores e sustentar a expansão da marca na América Latina.
Segundo Ervér, a estratégia envolve fortalecer a oferta ao cliente e manter resiliência financeira. A meta é acelerar o crescimento com foco na América Latina, incluindo novas lojas no Rio, Sorocaba e Porto Alegre.
Expansão na América Latina
A H&M já atua no Chile há uma década e planeja abrir no Paraguai ainda em 2025, com entrada anunciada na Argentina para 2027. No Brasil, a empresa estuda novas localizações em cidades como Belo Horizonte, Brasília e regiões de Rio e São Paulo.
A entrada brasileira ocorreu por meio de uma joint venture com o Grupo Dorben, fortalecendo o conhecimento do mercado local. Essa parceria facilita negociações de terrenos, tecnologias e contatos para novas unidades.
Ervér destacou que a abertura no Rio serve também para acelerar o reconhecimento da marca no país. O modelo multicanal, com loja física integrada ao e-commerce, ganha impulso com pagamentos via Pix e produção local em algumas categorias.
Para o executivo, o Brasil é visto como mercado maduro, com concorrência acirrada de players como Zara e C&A. A recepção positiva em São Paulo indica potencial de diferenciação pela oferta de moda atual a bom custo-benefício.
O ritmo de expansão depende da capacidade de identificar locais estratégicos e acompanhar a demanda de um consumidor brasileiro exigente. O objetivo de longo prazo é crescer com qualidade, mantendo o foco na sustentabilidade financeira.
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