- No Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão, dados do Vigitel indicam que cerca de 30% da população adulta tem hipertensão, com maior registro entre mulheres nas capitais.
- O cardiologista Marcelo Bergamo afirma que, na maioria dos casos, tomar o medicamento para pressão junto ou após o café é mito perigoso.
- O café pode elevar a pressão de forma transitória, principalmente em quem é sensível à cafeína, o que pode atrapalhar o controle da pressão.
- Beber café pode atenuar momentaneamente o efeito do remédio, dando a impressão de que não funcionou bem.
- A cafeína é um estimulante que aumenta a frequência cardíaca e contrai os vasos sanguíneos, contribuindo para subida temporária da pressão.
O Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão é comemorado neste domingo, 26 de abril. Dados do Vigitel mostraram que cerca de 30% da população adulta do Brasil tem pressão alta, com maior frequência entre mulheres nas capitais do país. O tema ganha atenção especial com orientações sobre uso de medicação.
O cardiologista Marcelo Bergamo, de São Paulo, explicou a prática de tomar remédio para pressão alta junto ou após café. Segundo ele, em grande parte dos casos isso é considerado mito e não representa risco grave para a maioria das pessoas.
Ele aponta dois pontos relevantes: a cafeína pode elevar a pressão de forma transitória, especialmente em quem é sensível ao estimulante, e pode atenuar momentaneamente o efeito do medicamento, levando a impressão de eficácia reduzida.
Bergamo detalha que o café atua como estimulante, aumentando a frequência cardíaca e a contração de vasos sanguíneos. Esse impacto pode provocar um aumento temporário da pressão, competindo com a ação do remédio em alguns pacientes.
Em resumo, o médico afirma que, para muitos hipertensos, o consumo de café próximo da dose não é perigoso, mas pode interferir no controle ideal da pressão em casos sensíveis. A monitorização individual é recomendada para quem tem dúvidas.
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