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ONU alerta que El Niño deve retornar de forma intensa nos próximos meses

Organização das Nações Unidas alerta retorno do El Niño entre maio e julho, possivelmente o mais intenso em cento e quarenta anos, com impactos globais de calor, secas e chuvas

No Brasil, o El Niño é marcado por eventos de seca no Nordeste e chuvas intensas no Sul. Na foto, destruição em Roca Sales (RS), em 2024.
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  • ONU/OMM alerta que El Niño deve retornar entre maio e julho, com indícios de intensidade elevada.
  • Episódio anterior elevou as temperaturas globais, tornando 2023 o segundo ano mais quente já registrado e 2024 o mais quente.
  • Projeções indicam potencial para o fenômeno ser o mais intenso em trezentos anos, com risco de quebra de recordes entre o fim de 2026 e o início de 2027.
  • Efeitos esperados incluem secas severas em partes da América Central, África Central, Austrália, Indonésia e Filipinas, e chuvas fortes com risco de enchentes no Peru, Equador e áreas próximas à linha do Equador.
  • No Brasil, espera-se maior probabilidade de secas no Nordeste e de chuvas acima da média no Sul, além de aumento de ondas de calor na América do Sul e impactos na agricultura.

O El Niño deve retornar entre maio e julho, segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM). A previsão indica um episódio intenso, ainda com alguma incerteza pela primavera no hemisfério Norte.

O fenômeno eleva as temperaturas na superfície do Pacífico equatorial central e oriental, alterando ventos, pressão e precipitação ao redor do mundo. O ciclo oscila com La Niña e condições neutras entre os episódios.

O último El Niño contribuiu para 2023 ser o segundo ano mais quente já registrado e 2024, o mais quente. Modelos apontam alta confiabilidade na tendência, apesar de incertezas sazonais.

Previsões e incertezas

A OMM aponta que os modelos indicam forte consenso sobre a intensificação do El Niño, mas a previsão tem restrições associadas à primavera. A confiabilidade tende a aumentar após abril.

Especialistas do ECMWF destacam a possibilidade de o evento ser o mais forte em aproximadamente 140 anos. O intervalo entre 2026 e 2027 é citado como palco de maior risco de intensidade.

Impactos globais previstos

Se confirmar, o El Niño pode acionar secas severas em várias regiões e chuvas intensas em outras, com risco de enchentes. Américas, África, Ásia e Oceania podem sentir efeitos distintos.

No Brasil, o fenômeno tende a favorecer quedas de chuva no Nordeste e maior volume no Sul. A climatologista citou que nem todos os eventos se repetem igual, e fatores locais influenciam os impactos.

Brasil e consequências regionais

Os impactos incluem aumento de calor, ondas de calor e alterações no regime de chuvas. A previsão também sinaliza maior risco de enchentes no Sul e de secas em partes do Nordeste, dependendo do padrão do episodio.

Segundo especialistas, o aquecimento global intensifica as flutuações climáticas, elevando a probabilidade de eventos extremos. A comunidade científica reforça a necessidade de monitoramento contínuo.

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