- Estudo publicado na Science sugere que polvos da Era dos Dinossauros poderiam chegar a até 19 metros de comprimento, o que os colocaria entre os maiores predadores marinhos da época.
- A estimativa vem da análise de bicos de quitina de cefalópodes do gênero Nanaimoteuthis, com tomografia e mineração digital de fósseis, que permitiram montar um catálogo de mais de 12 bicos.
- As bocarras foram atribuídas às espécies Nanaimoteuthis haggarti e Nanaimoteuthis jeletzkyi; as estimativas indicam 7 a 19 metros para N. haggarti e 3 a 9 metros para N. jeletzkyi.
- Os autores ressaltam que há margem de erro grande e não é possível afirmar de forma definitiva que esses invertebrados eram maiores do que vertebrados como mosassauros; o tema ainda é objeto de debate.
- Há indicação de desgaste irregular nos bicos, sugerindo possível alimentação de presas duras e, em tese, comportamento lateralizado, embora isso seja ainda especulativo.
Polvos gigantes da Era dos Dinossauros podem ter chegado a 19 metros de comprimento, segundo estudo publicado na Science. A estimativa pode colocar esses invertebrados acima de todos os predadores marinhos vertebrados da época.
A pesquisa analisa o aparato bucal dos cefalópodes do Cretáceo, entre 100 e 72 milhões de anos atrás. Ossos moleculares raros são preservados, mas os bicos de quitina resistem melhor, servindo de base para as estimativas.
Foram analisados 15 mandíbulas fósseis do Japão e do Canadá. Técnicas de tomografia e mineração digital de fósseis criaram imagens 3D para comparar com exemplares já estudados.
Metodologia e achados
O estudo identifica dois representantes do gênero Nanaimoteuthis: N. jeletzkyi e N. haggarti. A estimativa de comprimento soma tentáculos e corpo, considerando os maiores fósseis disponíveis.
Os autores estimam que N. haggarti poderia medir entre 7 m e 19 m, enquanto N. jeletzkyi ficaria entre 3 m e 9 m. Caso a faixa mais ampla se confirme, o bicho superaria o Mosasaurus, até então o maior predador marinho conhecido.
Especialistas ressaltam que há alta incerteza nas projeções, já que a relação entre bico e tamanho total pode variar. A avaliação depende de novos fósseis e de confirmação de correlações.
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