- O mercado de rastreadores de saúde e atividade para pets deve chegar a US$ 450 milhões até 2035, segundo a Future Market Insights.
- Alguns donos relatam benefícios, como monitorar ansiedade, sono e resposta à medicação em cães com deficiência sensorial, ajudando na dosagem.
- Especialistas em veterinária ainda alertam que os dispositivos podem ser caros e levar a preocupações desnecessárias se os dados forem mal interpretados, e não devem substituir vets.
- Fabricantes dizem que as métricas podem permitir intervenção precoce e oferecer baseline único de cada animal, complementando observações humanas.
- Há potencial para ajudar cães com sobrepeso e melhorar a comunicação entre tutor e veterinário, apesar de ainda haver incertezas sobre a eficácia de produtos específicos.
A galera está comprando pulseiras e colares para pets, com a promessa de monitorar saúde e atividade. O mercado de rastreadores de fitness para animais deve chegar a 450 milhões de dólares até 2035, segundo a Future Market Insights. A ideia é medir passos, frequência cardíaca, temperatura da pele e calorias.
Em Wisconsin, o tutor Bryan Becker usa o dispositivo para ajudar o cão Kodak, um resgate de dois anos que é ansioso, surdo e com deficiência de visão. Os dados ajudam a ajustar a medicação contra a ansiedade sem deixar o animal indisposto ou sonolento demais.
Especialistas divergem sobre utilidade e custo. A veterinária britânica Elizabeth Mullineaux aponta que os dispositivos podem gerar preocupação desnecessária se os dados forem mal interpretados, além de serem caros. Ela reforça que observações diárias ainda são valiosas para entender a saúde do pet.
Benefícios potenciais
Fabricantes dizem que os rastreadores ajudam a detectar mudanças sutis, que os tutores comuns podem perder. Eles destacam a criação de um baseline individual e alertas de saúde para intervenção precoce, antes que a situação se agrave.
CEO de uma startup de tecnologia para animais diz que, com dados certos e interpretação adequada, há potencial para ampliar a longevidade dos pets. A ideia é apoiar, não substituir, a avaliação clínica do veterinário.
Outros executivos ressaltam que a observação humana pode faltar, especialmente durante o dia a dia. Como muitos animais sofrem com estresse em visitas ao veterinário, os rastreadores permitem captar sinais fora do consultório.
Limites e cautelas
A área ainda é recente, e especialistas ressaltam que o foco deve ser diagnóstico médico feito por veterinários. Dados de dispositivos devem complementar, não substituir, a avaliação profissional.
Pesquisadores lembram que nem toda mudança no comportamento indica doença, exigindo cautela na interpretação. Em caso de dúvidas, a orientação é consultar o veterinário para confirmar o que os dados apontam.
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