- Estudo com 63.433 participantes do UK Biobank avaliou a exposição ao racionamento de açúcar durante os primeiros mil dias de vida (nascidos entre outubro de 1951 e março de 1956).
- A duração da restrição de açúcar mostrou maior proteção cardiovascular, com mais benefícios conforme o tempo de restrição.
- Em adultos, quem teve menor exposição ao açúcar apresentou queda de 25% no risco de infarto e 31% no risco de AVC, além de desenvolver doenças cardiovasculares mais tardiamente.
- O estudo é observacional e baseado em dados históricos, não comprovando relação de causa e efeito entre açúcar e doenças.
- A Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda evitar açúcar e doces para crianças com menos de dois anos, com ingestão eventual e moderada após essa idade.
A restrição de açúcar nos primeiros mil dias de vida pode reduzir o risco de doenças cardiovasculares no futuro, aponta estudo publicado no British Journal of Medicine. O acompanhamento sugere menor incidência de infarto e AVC. Dados vêm de o que ocorreu durante o racionamento britânico.
Pesquisadores usaram 63.433 participantes do UK Biobank, nascidos entre 1951 e 1956. Compararam quem vivenciou o racionamento ainda no útero com quem nasceu após o fim da política. A análise indica proteção maior conforme a duração da restrição.
Quanto mais tempo o açúcar ficou limitad, maior a proteção. O grupo com menos exposição mostrou queda de 25% no risco de infarto e 31% no AVC na vida adulta, além de doenças cardiovasculares ocorrendo mais tarde.
Limitações
O estudo é observacional e usa dados históricos, o que não permite afirmar causalidade. Mudanças no consumo de outros alimentos e o estilo de vida após o fim do racionamento podem confundir resultados.
Especialistas destacam que a restrição precoce de açúcar pode favorecer um metabolismo mais saudável. Mesmo com ressalvas, o trabalho sugere benefício da redução de açúcar para gestantes e filhos pequenos, na prevenção de doenças.
Recomendações e contexto
A SBP orienta não oferecer açúcar ou doces a crianças abaixo de 2 anos, associando consumo precoce a obesidade, cáries e alterações metabólicas. Após essa idade, a ingestão deve ser moderada e esporádica.
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