- Pesquisa de 2025 analisa o que os brasileiros comem e como isso influencia a saúde, o envelhecimento e o meio ambiente.
- O estudo usa o Índice Nutricional de Saúde para o Brasil, adaptando dados da Carga Global de Doenças para estimar minutos de vida saudável ganhos ou perdidos com cada alimento.
- Alimentos da base da alimentação brasileira, como feijão, frutas, verduras, arroz, castanhas e peixes, foram associados a ganho de expectativa de vida saudável; ultraprocessados, especialmente biscoitos e carnes, reduziram esses minutos.
- Alimentos de origem vegetal e in natura apresentaram melhor pontuação no índice do que alimentos de origem animal, especialmente carne vermelha.
- Impactos ambientais foram mais expressivos com a produção de carne bovina (emissões, uso de terra e desmatamento); laticínios e peixes também mostraram impactos relevantes, avaliados com base em dados do Fundo Mundial para a Natureza (WWF).
O que os brasileiros comem pode influenciar a saúde e o envelhecimento, segundo estudo publicado em 2025. A pesquisa analisa a relação entre hábitos alimentares, expectativa de vida saudável e impacto ambiental. A autora é Marhya Júlia Silva Leite, mestranda da USP.
A investigação adaptou o Índice Nutricional de Saúde ao Brasil para estimar minutos de vida saudável ganhos ou perdas por porção de alimento. Baseou-se no estudo de Carga Global de Doenças, da Universidade de Washington, de 2019. Dados de consumo vieram da Pesquisa de Orçamentos Familiares 2017-2018.
Cada alimento recebeu uma pontuação que traduz seu efeito na saúde, permitindo comparar diferentes itens. O objetivo foi entender como padrões alimentares influenciam a longevidade saudável no país.
Resultados sobre saúde e alimentação
Os alimentos típicos da base da alimentação brasileira, como feijão, frutas, verduras, arroz, castanhas e peixes, ficaram associados a ganho de expectativa de vida saudável. Esses itens mostraram vantagens frente a opções ultraprocessadas.
Alimentos ultraprocessados tiveram o maior impacto negativo, com destaque para biscoitos recheados, biscoitos salgados, margarina e carnes animais. Em contraste, vegetais mostraram melhores pontuações no índice.
Desse modo, maior consumo de alimentos in natura e minimamente processados de origem vegetal tende a ampliar o ganho de saúde relacionado à alimentação. Carne vermelha ficou entre os itens com menor benefício.
Impactos ambientais da alimentação
A pesquisa também avaliou impactos ambientais. Carne bovina apresentou maiores emissões de gases de efeito estufa, uso de terra e relação indireta com desmatamento. Produtos lácteos e peixes mostraram altos consumos de água.
Para medir esses efeitos, foram usados dados do WWF sobre impactos ambientais de alimentos produzidos no Brasil, considerando produção interna e importada. As medições foram em grams de CO2e e litros de água.
A autora enfatiza que os resultados conectam hábitos alimentares a dois aspectos: saúde individual e sustentabilidade ambiental. As referências utilizadas aparecem nos relatórios consultados, sem qualquer divulgação de dados não verificados.
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