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Brasil adota madeira engenheirada para prédios, segurança, obras e meio ambiente

Brasil adota madeira engenheirada CLT, elevando segurança contra incêndios, reduzindo tempo de obra e diminuindo a pegada de carbono

Como a madeira engenheirada (CLT) entrega segurança estrutural superior, reduz o tempo de obra e diminui a pegada de carbono
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  • O Brasil passou a adotar a madeira engenheirada, o CLT, juntando-se a Canadá, Suécia, Áustria e Noruega, com foco em segurança, velocidade de obra e impacto ambiental.
  • O CLT resiste a fogo com classificação REI 90, graças à carbonização controlada da camada externa que protege o núcleo estruturual.
  • A construção com CLT pode ter tempo de obra reduzido em até um terço em relação ao concreto, já que os painéis chegam prontos à obra.
  • Em termos ambientais, cada metro cúbico de CLT armazena aproximadamente uma tonelada de CO₂, com uso predominantemente de reflorestamento e potencial de pegada de carbono negativa ao longo do ciclo de vida.
  • No Brasil, normas atuais permitem uso em edificações de até cinco pavimentos, com projetos de empresas como Noah e Amata, e pesquisas universitárias ampliando o potencial da técnica.

Brasil adota a madeira engenheirada para obras, ao lado de Canadá, Suécia, Áustria e Noruega. O CLT oferece resistência estrutural elevada e construção mais rápida. A mudança impacta segurança, ritmo de obras e pegada ambiental no país.

A madeira laminada cruzada (CLT) utiliza camadas de madeira coladas em direções opostas. Diferente do glulam, o CLT funciona como parede, piso e estrutura, chegando ao canteiro pronto e com cortes para instalações. A tecnologia permite montagem rápida.

O CLT recebe classificação REI 90, mantendo carga e rigidez por 90 minutos em incêndio. A carbonização cria uma camada externa que isola o interior. Em comparação, o aço perde parte de sua resistência em cerca de 15 minutos de calor intenso.

Por que Canadá, Suécia, Áustria e Noruega já utilizam

A Áustria adaptou normas para uso comercial do CLT em 1998 e hoje lidera em edifícios altos. A Noruega tem a torre Mjøstårnet, com 85,4 metros. Na Suécia, Kajstaden usa CLT em estruturas amplas. No Canadá, Origine tem 13 andares inteiramente em CLT.

O CLT já emerge em marcos internacionais: Mjøstårnet, Kajstaden, Origine e HoHo Wien, entre outros, demonstram viabilidade em alta densidade habitacional e em arranha-céus. Códigos locais já incorporaram o CLT como solução padrão.

Como afeta tempo de obra e custos

Obras com CLT costumam ocorrer em um terço do tempo de construção tradicional. Painéis prontos trocam a etapa de montagem, com recortes para portas, janelas e instalações. A abordagem seca reduz água e elimina cura de concreto.

No Brasil, casos como o condomínio Arvoredo, em São Paulo, ilustram agilidade: seis casas de alto padrão com cerca de 400 m² cada em meses. A preparação evita retrabalho e gera economia de materiais.

Impacto ambiental e futuro

Cada m³ de CLT armazena cerca de 1 tonelada de CO₂ capturada pela árvore. A produção de cimento responde por parte expressiva das emissões globais; a madeira funciona como sumidouro ao longo da vida útil. A maior parte da madeira vem de reflorestamento.

A madeira é tipicamente de pinus e eucalipto, plantas renováveis que consomem menos energia que a siderurgia. Descarbonizar a construção dependerá de escala de produção nacional, normatização e custos iniciais.

O que esperar no mercado brasileiro

A NBR 16826:2020 já permite estruturas de madeira até cinco pavimentos. Discussões sobre ampliar o teto ganham espaço. Empresas como Noah e Amata já testam projetos residenciais e comerciais, com apoio de universidades como USP e UFSC em pesquisas.

Apesar do custo inicial, o ganho em velocidade, leveza das fundações e durabilidade pode compensar. O Brasil, ao dialogar com líderes internacionais, busca consolidar a construção com menor impacto ambiental.

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