- O ministro chinês de Relações Exteriores, Wang Yi, ligou por telefone para o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, na quinta-feira, 30 abr. 2026.
- Wang Yi disse que Taiwan constitui o maior risco nas relações entre China e EUA e que os EUA devem cumprir compromissos, buscar cooperação e promover a paz mundial.
- A declaração ocorre dois dias após Taiwan receber o último lote de tanques M1A2T Abrams, parte da compra de 108 unidades de US$ 1,29 bilhão firmada em 2019.
- Rubio afirmou que a relação EUA-China é a mais importante do mundo e pediu continuidade da comunicação, coordenação e respeito mútuo.
- A ligação ocorreu duas semanas antes da visita prevista do presidente Donald Trump a Pequim, marcada para 14 de maio, e também abordou o conflito no Oriente Médio, sem detalhes.
O chanceler da China, Wang Yi, e o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, falaram por telefone na quinta-feira, 30 de abril de 2026. O tema central foi a relação sino-americana e a situação em Taiwan.
Wang Yi afirmou que Taiwan representa o maior risco para as relações entre China e EUA e pediu aos americanos que honrem compromissos, abram espaço para cooperação e atuem pela paz mundial.
A conversa ocorreu dois dias após Taiwan receber, do arsenal dos EUA, o último lote de tanques M1A2T Abrams. Ao todo, foram 108 unidades em entrega financiada pela parceria iniciada em 2019, avaliada em US$ 1,29 bilhão.
Rubio enfatizou a importância da relação bilateral e destacou a necessidade de manter canais de comunicação, coordenação e respeito mútuo entre os dois governos.
Contexto internacional
A ligação coincidiu com a expectativa da visita de Donald Trump a Pequim, marcada para 14 de maio, após o adiamento causado pela agenda externa do presidente.
Além de Taiwan, a conversa tratou também da situação no Oriente Médio, sem detalhes divulgados pelo governo chinês.
Agenda e desdobramentos
No âmbito político, os EUA reconhecem Taiwan como parte da China, mas mantêm negociações com a ilha, especialmente no setor militar. Em 2025, houve aprovação de venda de armas e serviços militares estimada em US$ 11 bilhões.
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