- Fraudes digitais com IA, como deepfakes, clonagem de voz e vishing, cresceram, com ferramentas acessíveis aumentando o risco.
- Brasil registrou quase sete milhões de tentativas de fraude no primeiro semestre de 2025, o que equivale a uma ocorrência a cada 2,3 segundos.
- Levantamento aponta cerca de 28 milhões de golpes via Pix entre janeiro e setembro de 2025, além de 2,7 milhões de fraudes em compras online e 1,6 milhão de golpes via WhatsApp.
- O CEO da Brasiline Tecnologia, Clerio Almeida, destaca que o realismo dessas técnicas torna os golpes mais difíceis de identificar.
- Medidas de proteção incluem autenticação multifator, validação de identidade e monitoramento contínuo; a empresa oferece testes de phishing para treinar equipes.
O avanço da inteligência artificial generativa amplia não apenas a inovação, mas também os riscos no ambiente digital. Ferramentas de IA de baixo custo facilitaram a criação de conteúdos convincentes em escala, elevando o potencial de fraudes.
No Brasil, fraudes digitais baseadas em engenharia social com IA ganharam espaço. Um relatório da Serasa Experian aponta quase 7 milhões de tentativas de fraude no primeiro semestre de 2025, índice que equivale a uma a cada 2,3 segundos.
Levantamento da ADDP, citado pelo Olhar Digital, indica cerca de 28 milhões de golpes via Pix entre janeiro e setembro de 2025. Outras dezenas de milhares de ocorrências ocorreram em compras online e pelo WhatsApp.
Segundo Clerio Almeida, CEO da Brasiline Tecnologia, o realismo das técnicas de IA facilita golpes mais sofisticados. Ele afirma que qualquer pessoa pode produzir conteúdos convincentes com impacto elevado.
O que é golpe com IA
Golpes com IA simulam rostos, vozes e interações humanas reais. No vishing, criminosos ligam fingindo serem executivos ou instituições conhecidas, explorando a credibilidade da voz clonada.
Deepfakes reproduzem imagens e vídeos de pessoas conhecidas para induzir vítimas a crer em situações falsas. A clonagem de voz reproduz timbre e entonação com alto grau de fidelidade.
Sinais de alerta importantes
Itens como pedidos urgentes fora do padrão, mudanças incomuns de comportamento de contatos conhecidos e solicitações financeiras inesperadas devem acender o alerta. A dificuldade de confirmar identidades por outros canais eleva o risco de golpe.
Impactos para empresas
Além de prejudicar indivíduos, as organizações enfrentam riscos à cadeia produtiva e à reputação. Almeida aponta que a IA eleva a sofisticação dos ataques, mas também oferece tools para defesa, como análises preditivas.
Medidas de proteção recomendadas
Especialistas destacam autenticação multifator, validação de identidade e monitoramento contínuo como pilares de proteção. Treinamentos como campanhas de phishing simuladas ajudam a fortalecer a cultura de segurança interna.
Enfoque internacional e resposta
Relatórios internacionais, incluindo estudo da Europol de 2024, mostram uso de deepfakes em fraudes financeiras e desinformação. O documento alerta para vulnerabilidade diante de manipulações em larga escala.
Caminhos para defesa e conscientização
Empresas podem implementar treinamentos práticos, avaliando a eficácia de controles de acesso e de verificação de identidade. Investimentos em tecnologia de detecção e resposta rápida também aparecem como prioridade.
Para quem busca soluções, a Brasiline oferece testes de phishing que simulam ataques reais, com foco em treinar equipes e reduzir vulnerabilidades. As iniciativas buscam aumentar a percepção de risco e fortalecer a cultura de segurança.
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