- A FDA aprovou um estudo em humanos para testar o implante cerebral do Motif Neurotech no tratamento da depressão.
- O dispositivo fica no crânio, acima da dura, estimula a rede executiva central e não requer cirurgia cerebral; o procedimento é ambulatorial e dura cerca de 20 minutos.
- O paciente recebe a estimulação por meio de um boné sem fio, com doses prescritas, em sessões de 10 a 20 minutos, várias vezes ao dia nos primeiros dias.
- O estudo, com duração de doze meses, acompanha segurança do procedimento e possíveis reduções nos sintomas de depressão, qualidade de vida, ansiedade e função cognitiva, envolvendo cerca de dez participantes.
- Futuras versões poderão registrar atividade cerebral para personalizar a estimulação; a expectativa é que haja resposta e possível remissão dentro dos primeiros 10 dias de terapia.
A Motif Neurotech, startup de Houston fundada em 2022, receberá uma etapa decisiva em pesquisa clínica. A FDA aprovou um estudo em humanos para testar o implante cerebral que envia estímulos elétricos no tratamento da depressão grave. O objetivo é avaliar segurança e eficácia ao longo de 12 meses.
O dispositivo, do tamanho de uma blueberry, fica acima da dura, proteção do cérebro, e atua na rede executiva central. O estudo pretende acompanhar cerca de 10 voluntários, com uso domiciliar sob supervisão médica, para verificar melhora de sintomas, qualidade de vida e função cognitiva.
A iniciativa representa uma das várias abordagens de interfaces cérebro-máquina voltadas à saúde mental, distinta de dispositivos que ajudam paralisia ou comunicação. Motif já descreve o uso de um boné com componentes que alimenta e ajusta a estimulação, sem cirurgia cerebral complexa.
Como funciona o implante
O implante é instalado em consulta ambulatorial de cerca de 20 minutos. Ele utiliza tecnologia sem fio para manter a estimulação, com o boné servindo de interface para dosagem.
Pacientes receberão sessões de estimulação de 10 a 20 minutos, várias vezes ao dia nos dias iniciais. A meta inicial é observar resposta clínica e, em alguns casos, remissão dentro de 10 dias de tratamento.
Objetivos e próximos passos
O estudo acompanhará segurança do procedimento e do dispositivo ao longo de um ano. Também serão monitorados sintomas depressivos, qualidade de vida, ansiedade e função cognitiva. A empresa espera evidências sobre possível benefício sustentado.
Robinson, cofundador e CEO, afirma que versões futuras poderão registrar atividade cerebral para personalizar a estimulação. A pesquisa busca oferecer uma alternativa a pacientes com depressão resistente a antidepressivos.
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