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Origami gigante de US$10 bi em foguete busca ver o passado do universo

Engenharia de dobragem viabiliza o James Webb no Ariane 5; missão busca primeiras galáxias e atmosferas de exoplanetas para entender o passado cósmico

(Imagem ilustrativa)Telescópio espacial com espelho segmentado e escudo térmico projetado para desdobrar-se no vácuo
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  • O Telescópio Espacial James Webb opera a 1,5 milhão de quilômetros da Terra para desvendar as primeiras galáxias.
  • O telescópio foi transformado em um “origami gigante” para caber no módulo do foguete Ariane 5, com espelhos e hastes dobráveis.
  • O instrumento usa um escudo térmico de cinco camadas de Kapton para manter as temperaturas frias necessárias aos detectores infravermelhos.
  • O espelho principal tem 6,5 metros de diâmetro, é feito de berílio com revestimento de ouro, e é composto por dezoito espelhos hexagonais.
  • O desdobramento robótico envolveu 344 pontos de falha potenciais e foi executado por automação coordenada pela NASA, com sucesso comprovado.

O Telescópio Espacial James Webb, a maior máquina astronômica já criada, opera a 1,5 milhão de quilômetros da Terra para revelar as primeiras galáxias. Custou cerca de US$ 10 bilhões e foi projetado para observar infravermelho com um escudo térmico gigante. O objetivo é captar sinais do passado cósmico.

O projeto resolveu o desafio do tamanho ao dobrar o observatório em um formato que cabe no foguete Ariane 5. Espelhos e hastes dobráveis permitem o desdobramento autónomo no espaço, eliminando a necessidade de montagem humana em órbita.

A operação envolve tecnologia de alta precisão para suportar as forças do lançamento. A montagem requer componentes de nanoescala para manter alinhamento crítico dos espelhos segmentados e do escudo térmico.

Engenharia de dobragem

O maior obstáculo foi adaptar um conjunto gigantesco a uma cápsula de lançamento. O design em “origami gigante” permite que 18 segmentos de berílio, com capa de ouro, se desdobre no vácuo, atingindo a configuração final do conjunto óptico.

O escudo térmico de cinco camadas, feito de Kapton, protege os instrumentos infravermelhos. Com temperatura de operação de cerca de -233°C, o equipamento resiste ao calor solar e à radiação terrestre.

Desdobramento robótico

A fase de desdobramento ocorreu sob supervisão da NASA, que coordenou comandos a partir da Terra. O processo contou com centenas de polias, cabos e motores, executados de forma sequencial no ambiente extremo do espaço.

Essa operação é considerada um marco de confiabilidade da robótica autônoma em missões de exploração. O sucesso eleva o padrão para futuras estruturas grandes que chegam ao espaço sem montagem humana.

Potenciais impactos científicos

Ao observar poeira cósmica e atmosferas de exoplanetas, o James Webb mapeia assinaturas de água e carbono. A missão funciona como uma máquina do tempo, revelando a luz das primeiras galáxias post-Big Bang.

As descobertas são acompanhadas por instituições globais, sob a coordenação de agências como a ESA. Os resultados prometem ampliar o conhecimento em astrofísica e a compreensão da formação do universo.

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