- Cientistas drogarem dezenas de salmões na Suécia para observar efeitos de cocaína e seu metabólito na vida selvagem.
- Foram usados 105 salmões de viveiro divididos em grupos: 35 com cocaína, 35 com benzoilecgonina (principal metabólito) e 35 sem substância (controle).
- Os animais com droga foram soltos no Lago Vätern para acompanhar respostas em ambiente natural.
- Objetivo é entender como compostos químicos presentes em pesticidas, fármacos e drogas afetam a fauna aquática.
Dois grupos de salmões foram usados para investigar como substâncias presentes no ambiente afetam a vida selvagem. Pesquisadores injetaram ou implantaram dispositivos que liberavam cocaína e seu metabólito em salmões jovens de uma piscicultura e depois os liberaram no Lago Vättern, no sul da Suécia.
A investigação teve como objetivo compreender os efeitos de drogas presentes no ecossistema aquático, em cenários naturais, sobre comportamento e fisiologia de peixes. A abordagem permitiu observar respostas em condições mais próximas do ambiente em que vivem, sem simular apenas em laboratório.
Ao todo, 105 salmões foram divididos em grupos. Um grupo recebeu cocaína, outro sistema liberou benzoilecgonina, principal metabólito da cocaína, e um grupo serviu como controle, sem substâncias. Após o preparo, os peixes foram soltos no lago para monitoramento.
Equipe e local da pesquisa
Pesquisadores da University Griffith, da Zoological Society of London e do Instituto Max Planck participaram da experiência, entre outras instituições. A ação ocorreu no Lago Vättern, localizado no sul da Suécia, em ambiente de campo para observar impactos reais.
Os pesquisadores já haviam detectado traços de cocaína e seus derivados em amostras de água de rios britânicos. O novo estudo busca esclarecer como esses compostos afetam a fauna aquática ao longo do tempo, com foco em comportamento, saúde e possíveis consequências ecológicas.
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