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Saúde antes da gravidez: principais aspectos a considerar

Estudo internacional propõe indicadores padronizados de saúde pré-concepcional, com a saúde mental como principal prioridade

Iniciativa internacional aposta em métricas comparáveis para antecipar riscos e melhorar o cuidado materno - Foto: AUTOR/DETENTOR
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  • Estudo internacional com participação da USP propõe um conjunto de indicadores para monitorar a saúde pré-concepcional, reunindo visão técnica e perspectiva da sociedade civil.
  • A saúde mental foi o aspecto mais enfatizado nos rankings, considerado prioritário entre os 11 países pesquisados.
  • Indicadores abrangem medidas individuais (ex.: uso de ácido fólico) e ações gerais (ex.: atividade física, rotulagem de alimentos com excesso de açúcar e gordura), incluindo fortificação de farinhas no Brasil.
  • Mais de cinco mil pessoas em 13 países foram consultadas; o Brasil aparece em posição intermediária, com dados ainda desatualizados em algumas áreas.
  • O próximo passo é buscar consenso entre especialistas, políticas públicas e pessoas em idade reprodutiva; estudo publicado na revista The Lancet.

A USP participa de estudo internacional que propõe indicadores para monitorar a saúde antes da gravidez. A pesquisa, publicada na revista The Lancet, reúne a visão de profissionais de saúde e da sociedade civil para definir parâmetros-chave. O objetivo é orientar o planejamento pré-concepcional.

Mais de 5 mil pessoas de 13 países participaram da identificação dos aspectos relevantes antes da gravidez. O estudo, coordenado pela professora Judith Stephenson, da University College London, aponta a saúde mental como o principal fator a considerar no cenário hipotético de concepção.

Os pesquisadores destacam que os indicadores devem cobrir medidas individuais e coletivas de saúde, com foco na vigilância e na orientação médica. A ideia é criar parâmetros fáceis de coletar e comparar entre países, independentemente de renda.

Indicação de prioridades e ações

A saúde mental aparece como prioridade em todos os rankings, segundo a autora Ana Luiza Vilela Borges, da Escola de Enfermagem da USP. Outras ações listadas envolvem uso de ácido fólico, atividade física e rotulagem de alimentos com excesso de açúcar e gordura.

Além disso, o estudo cita a fortificação de farinhas com ferro e ácido fólico como exemplo de política de saúde pública que beneficia gestantes e a população geral. Medidas de assistência médica, apoio social e imunização também são consideradas importantes.

Situação no Brasil e próximos passos

No Brasil, o estudo situa o país numa posição intermediária, com dados disponíveis, porém desatualizados em alguns casos. A equipe brasileira reforça a necessidade de ampliar a prática de cuidado pré-concepcional e a integração com políticas públicas.

Atualmente, o grupo iCIPHE busca consenso entre especialistas, gestores e pessoas em idade reprodutiva. Um questionário sobre indicadores está aberto para profissionais de saúde e público entre 18 e 49 anos. O formulário pode ser acessado através do link informado no estudo.

Mais informações sobre o artigo e contatos para a imprensa estão disponíveis através da coordenação, com destaque para a autora Ana Luiza Vilela Borges. Estudo publicado na Lancet aborda medidas para melhorar o cuidado materno e a saúde pré-concepcional.

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