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11 cânceres em alta entre jovens, cientistas encontram a primeira pista

Onze cânceres aumentam entre jovens na Inglaterra; obesidade é fator provável, mas explicação completa ainda não surge, dizem pesquisadores.

Caroline Mousdale and her son Bradley Coombes, who died of bowel cancer aged 23
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  • Um estudo conjunto do Institute of Cancer Research e do Imperial College London aponta aumento de onze tipos de câncer entre jovens na Inglaterra.
  • A pesquisa sugere que o acúmulo de excesso de peso desde as décadas de noventa pode explicar parte do crescimento, mas não a causa completa.
  • Os cânceres em ascensão entre jovens incluem câncer de intestino, tireoide, mieloma múltiplo, fígado, rim, vesícula biliar, pâncreas, endométrio, boca, mama e ovário; os de intestino e mama são os mais comuns entre os jovens.
  • Embora padrões de tabagismo, consumo de álcool, prática de atividade física, ingestão de carne vermelha e dietas com pouco fibra tenham melhorado ou se mantido, não explicam sozinhos o aumento.
  • Os autores ressaltam a necessidade de prevenção ampla e de continuidade dos estudos, já que a maioria dos fatores ainda não está elucidada; os resultados foram publicados no BMJ Oncology.

Eleven tipos de câncer passaram a ser mais comuns entre jovens na Inglaterra, aponta uma análise abrangente. O estudo não revela uma explicação única para o aumento, mas indica que o excesso de peso ao longo de décadas pode contribuir para parte do fenômeno. A equipe da Institute of Cancer Research e do Imperial College London ressalta que o câncer em jovens ainda é raro, e que hábitos de vida saudáveis reduzem riscos.

Os pesquisadores analisaram tendências nacionais de câncer e de estilos de vida, com foco em faixas etárias da adolescência até os 40 anos. Entre os tipos em ascensão estão cânceres de intestino, tireoide, mieloma múltiplo, fígado, rim, vesícula biliar, pâncreas, endométrio, boca, mama e ovário.

Apesar de alguns comportamentos de risco terem se mantido estáveis ou melhorado — tabagismo, consumo de álcool, atividade física, carne vermelha e dieta rica em fibras —, a explicação para o aumento não se encerra nesses fatores. A pesquisa aponta que a obesidade é o dado que mais se aproxima de uma correlação com o crescimento dessas ocorrências.

Entre os achados, o câncer de intestino e o de mama aparecem com maior frequência entre jovens. Juntos, somam cerca de 11 mil casos anuais. Já pâncreas e vesícula biliar aparecem como menos comuns, especialmente entre esse grupo etário.

A equipe estima que para cada 100 casos adicionais de câncer colorectal, cerca de 20 poderiam ser atribuídos ao excesso de peso, enquanto 80 permanecem sem explicação pela obesidade. Os autores destacam que evitar todos os tipos de câncer continua essencial.

Mesmo com o aumento observado, os pesquisadores ressaltam que o quadro entre jovens é relativamente pouco comparedto aos números da população mais velha. Em média, uma a cada mil pessoas na faixa dos 20 aos 40 anos recebe diagnóstico anual de câncer, contra aproximadamente uma em cem entre os maiores de 50 anos.

Além da obesidade, há discussões em curso sobre fatores como alimentos ultraprocessados, PFAS, uso de antibióticos, bebidas açucaradas, inflamação, poluição do ar e microbiota intestinal. A equipe indica ainda que a melhoria na detecção pode influenciar diagnósticos precoces entre jovens.

A pesquisa foi publicada na BMJ Oncology, destacando que ainda não há uma resposta definitiva para o conjunto de causas. Montserrat García Closas, do Institute of Cancer Research, reforça a importância de manter estilo de vida saudável como medida de redução de risco.

Sobre as doenças em ascensão

A análise aponta que, além do câncer de intestino, diversos tipos aparecem entre jovens, com variações na incidência conforme a faixa etária. O estudo utiliza padrões de comportamento e dados nacionais para buscar correlações relevantes.

Fatores de risco e próximos passos

Os autores enfatizam que a prevenção continua ampla e inclui manter peso saudável, prática regular de atividade física e alimentação equilibrada. Pesquisas futuras devem esclarecer o papel de fatores ainda não totalmente compreendidos.

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