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Abordagem da Canonical para IA é notável, Microsoft deveria observar

Ubuntu 26.04 integra AI local com modelos abertos, controle e privacidade; Microsoft favorece IA baseada em nuvem e integração corporativa

Elyse Betters Picaro / ZDNET
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  • A Canonical permite que o usuário escolha como usará a IA no Ubuntu 26.04, integrando IA em funções-chave e ferramentas opcionais, sem rebranding do sistema como produto de IA.
  • A abordagem valoriza modelos com pesos abertos, inferência local por padrão e ferramentas de código aberto, evitando transformar o Ubuntu em um produto de IA.
  • IA é dividida entre recursos implícitos (melhorias em segundo plano) e explícitos (novas funcionalidades opt‑in, baseadas em IA), com foco em acessibilidade e eficiência e na inferência local.
  • O Ubuntu usa confinamento com Snap para isolar agentes de IA, buscando permissões restritas, auditáveis e maior privacidade, ao passo que a Microsoft aposta em estratégia “cloud first” com Copilot e Azure OpenAI, com controle centralizado.
  • Canonical posiciona o Ubuntu como plataforma de experimentação local de IA, com modelos abertos e menor dependência de fornecedor, enquanto a Microsoft foca em integração e fluxos empresariais, podendo reduzir a portabilidade e a transparência.

Canonical divulga abordagem cuidadosa de IA para Ubuntu, contrastando com a estratégia da Microsoft. Em um blog, Jon Seager, VP de engenharia do Ubuntu, descreve a integração de IA no Ubuntu 26.04 e além, com foco em controle e transparência.

A ideia central é permitir escolher como usar IA. No Ubuntu, a IA está integrada de forma aberta, com modelos de código aberto e inferência local por padrão, sem rebranding do sistema como produto de IA.

Seager afirma que a empresa prioriza modelos com licenças alinhadas aos valores de código aberto. Equipes de desenvolvedores podem adotar ferramentas que façam sentido para o time, desde que usem uma única ferramenta de forma consistente.

Implicita vs. explícita

O framework do Ubuntu divide IA em recursos implícitos, que melhoram funções existentes, e explícitos, que surgem como novas capacidades opt-in. Melhorias de acessibilidade, reconhecimento de voz e leitura de tela são exemplos de recursos implícitos locais.

Recursos explícitos surgirão como novas ferramentas de IA rotuladas como tal, com workflows nativos de IA e interfaces para interagir com modelos. A implantação será em fases: primeiro melhoria das capacidades já existentes, depois fluxos de IA mais avançados.

Foco na privacidade e no local

O objetivo é que a IA funcione principalmente de forma local, com inferência no dispositivo. Dessa forma, é possível operação offline, maior privacidade e menor dependência de backends proprietários, reduzindo custos.

Essa linha se alinha a iniciativas de kernel, suporte a GPUs e parcerias com fabricantes de hardware, criando uma base estável para inferência local em instalações comuns do Ubuntu.

Segurança e controle

Ubuntu deverá manter a IA dentro de sandboxes, usando o sistema de empacotamento Snap para isolar agentes. A meta é permitir workflows com diferentes níveis de permissão, mantendo auditoria e conformidade com o código aberto.

O objetivo também é evitar que o Ubuntu se torne um produto de IA, mantendo o foco na utilidade prática e na confiança do usuário.

Windows vs Ubuntu

A leitura destaca a diferença entre o caminho da Microsoft, que integra IA de forma ampla aos seus serviços e produtos, e a estratégia do Ubuntu, que valoriza modelos abertos, controle local e menor dependência de nuvem.

Enquanto a Microsoft centraliza dados e computação em serviços proprietários, o Ubuntu prioriza a inferência local, com uso opcional de serviços externos quando realmente necessário, preservando portabilidade e transparência.

Contexto e desdobramentos

Seager aponta que a IA no Ubuntu não substitui pessoas, mas pode ampliar a produtividade de quem já utiliza o sistema. O foco está em qualidade, governança e revisabilidade das ações assistidas por IA.

A abordagem inclui aprimoramento de ferramentas existentes, além de novas interfaces para usuários que desejem explorar fluxos movidos por IA de forma consciente e controlada.

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