- Em 2025, o Brasil registrou recorde de afastamentos por saúde mental: mais de quinhentos e quarenta e seis mil casos.
- Entre 2021 e 2024, os afastamentos por burnout cresceram 493%, segundo dados do INSS e do Ministério da Previdência Social (jan/2026).
- Pela primeira vez na história, a atualização da NR-1 inclui fatores psicossociais no ambiente de trabalho, tornando a saúde mental uma obrigação das empresas.
- O custo estimado é de 282 bilhões de reais por ano (2,8% do PIB), com redução de 801 mil postos de trabalho e média de 51 dias de vida saudável perdidos por trabalhador ao ano (FIEMG, 2026).
- Em 28 de abril, Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho, há maior peso na saúde mental na NR-1.
O Brasil registrou em 2025 o maior número já contabilizado de afastamentos por saúde mental, superando 546 mil casos. Entre 2021 e 2024, os afastamentos por burnout cresceram 493%, segundo dados do INSS e do Ministério da Previdência Social (jan/2026).
Pelas diretrizes vigentes, a data de 28 de abril passou a ter peso ainda maior. Pela primeira vez, a atualização da NR-1 inclui fatores psicossociais no ambiente de trabalho, tornando a saúde mental uma obrigação formal das empresas.
A negligência nessa área já gera custos mensuráveis: estimativas indicam perda anual de R$ 282 bilhões, equivalente a 2,8% do PIB potencial. Também há redução de postos de trabalho e média de 51 dias de vida saudável perdidos por trabalhador ao ano, segundo a FIEMG (2026).
Nova NR-1 e alcance institucional
A atualização da NR-1 entra em vigor este ano e incorpora aspectos psicossociais como responsabilidades das organizações. Com isso, empregadores passam a ter cuidado obrigatório com saúde mental no ambiente de trabalho.
O objetivo é reduzir absenteísmo, presenteísmo e alta rotatividade, além de conter maior judicialização relacionada a doenças mentais ocupacionais. A mudança altera condutas de gestão de pessoas e RH.
Sinais do burnout e impacto no dia a dia
Especialistas apontam sinais como cansaço persistente, dificuldade de concentração e irritabilidade. Inventários de produtividade podem não refletir o sofrimento psíquico que avança lentamente no dia a dia.
O cenário aponta para um risco maior na manutenção de operações: profissionais que continuam atuando, mesmo em sofrimento, podem comprometer liderança e qualidade das relações no trabalho.
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