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Davos cita robôs cirurgiões e dispositivos cerebrais entre 7 tecnologias do futuro

Davos aponta robôs cirurgiões e interfaces cérebro-máquina entre oito tecnologias futuras, prometendo ampliar acesso à saúde e reduzir erros na aviação

Estudantes de engenharia da Universidade Nebraska Lincoln testam braço robótico projetado para realizar cirurgias
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  • Davos/WEF, com a Capgemini, aponta oito tecnologias do futuro, entre elas robôs cirurgiões, laboratórios autônomos, IA na descoberta de materiais e interfaces cérebro-máquina não invasivas, visando enfrentar carência de médicos e reduzir erros na aviação.
  • Nos Estados Unidos, o estudo projeta falta de entre 10.100 e 19.900 cirurgiões até 2036, com uso crescente de robôs no serviço.
  • Laboratórios autônomos devem operar com intervenção humana mínima, acelerando a descoberta de medicamentos e materiais por meio de IA, ciência molecular e robôs.
  • Interfaces cérebro-máquina não invasivas devem viabilizar monitoramento da carga cognitiva e do estresse, principalmente em ambientes de alto risco como a aviação.
  • Robótica como serviço e redes elétricas inteligentes aparecem como caminhos para ampliar acesso a tecnologia, reduzir custos e otimizar operações industriais e energéticas.

O Fórum Econômico Mundial de Davos divulgou um relatório que aponta oito tecnologias com potencial para moldar o futuro. O documento associa avanços em IA, redes de internet e sensores a ganhos em saúde, indústria e energia. As tecnologias devem chegar ao mercado nos próximos meses e anos.

Segundo o estudo, robôs cirurgiões, laboratórios autônomos e IA na descoberta de materiais estão entre as novidades com impacto direto na produção médica e farmacêutica. A combinação de dados, infraestrutura e regulação é destacada como crucial para a implementação.

O relatório afirma ainda que interfaces cérebro-máquina não invasivas poderão ampliar a capacidade de dispositivos vestíveis, com aplicações em monitoramento cognitivo e no monitoramento de pilotos em aviação. A melhoria de segurança e redução de erros humanos aparecem entre os objetivos.

Entre as soluções está a melhoria de redes elétricas por meio de redes inteligentes, que permitiriam equilibrar geração distribuída, como energia solar, e gerenciar veículos elétricos com maior eficiência. A viabilidade depende de atualização regulatória e de infraestrutura.

A IA na descoberta de materiais e moléculas é descrita como capaz de sugerir hipóteses e acelerar experimentos, com custos reduzidos em projetos reais. O AlphaFold é citado como exemplo de avanço na modelagem de biomoléculas.

O relatório também destaca o conceito de robótica como serviço, no qual empresas acessam robôs por meio de contratos de uso, sem necessidade de aquisição. Modelos semelhantes já operam em setores industriais com adesão crescente.

Apps para coordenar pequenos negócios aparecem como facilitadores de operações e logística. Plataformas que agregam demanda, processam dados com IA e ajudam a negociar com fornecedores são citadas entre as inovações previstas.

O estudo indica que a permissão regulatória para novas tecnologias, incluindo medicamentos com edição genética, pode acelerar a entrada de produtos no mercado. Economias alinhando talento, infraestrutura, dados e políticas ganham vantagem competitiva.

Representantes do WEF afirmam que a convergência tecnológica requer planejamento estratégico nacional. A análise ressalta a importância de políticas públicas que favoreçam inovação sem prejudicar a segurança e a privacidade.

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