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Gordura de falecido injetada no corpo: alerta sobre tendência zumbi

Preenchimento com gordura de cadáveres ganha atenção nos EUA, mas não há dados de segurança a longo prazo e surgem questões éticas

Some cosmetic and plastic surgeons in the US are using donor adipose (fat) tissue from dead bodies in filler products
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  • Em cirurgia estética nos EUA, alguns médicos estão usando tecido adiposo de cadáveres para preencher rosto, conhecido como lipofilling com doador.
  • O procedimento não é aprovado na Austrália, e não há produtos registrados de adiposo alógeno no Australian Register of Therapeutic Goods.
  • Ainda não existem dados de longo prazo confiáveis sobre segurança e eficácia, já que a prática é restrita a um grupo de cirurgiões nos EUA desde o ano passado.
  • O preenchimento de cadáver passa por processamento que retira DNA para reduzir rejeição, mas ainda assim traz riscos como infecção, rejeição e complicações cirúrgicas.
  • Questões éticas são levantadas sobre o uso de tecidos de doadores e o potencial impacto na percepção corporal e na saúde mental.

O uso de gordura de doador em preenchimento estético ganhou espaço nos EUA, ainda sem aprovação na Austrália. O procedimento envolve aplicar tecido adiposo humano de pessoas falecidas para aumentar o volume facial, buscando reduzir invasividade e tempo de recuperação.

No país, apenas um grupo seleto de cirurgiões estéticos utiliza o preenchimento com tecido adiposo de cadáveres. Não há registros de produtos aprovados pela Therapeutic Goods Administration na Austrália. A prática permanece sem dados robustos de longo prazo.

Não há dados de grandes estudos randomizados sobre segurança e eficácia. Especialistas ressaltam a necessidade de ensaios controlados para evitar efeitos de placebo e confirmar resultados a longo prazo.

Segurança e eficácia

O método exige tratamento prévio do tecido para reduzir rejeição imunológica. O preenchimento é descrito como um molde que, ao ser inserido, é gradualmente preenchido pelo próprio tecido do paciente ao longo do tempo. Mesmo assim, especialistas alertam para riscos, como infecção, falha de integração e complicações cirúrgicas.

As preocupações éticas envolvem consentimento e uso de tecidos de corpos doados. Há questionamentos sobre o conhecimento dos doadores sobre o destino do material e o impacto em padrões de imagem corporal. Profissionais destacam ainda impactos potencialmente negativos na percepção de corpo ideal.

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